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Governo de SC aumenta repasse mensal para Cepon e Hemosc em R$ 1,5 milhão

A Fahece, que administra os centros oncológicos e de hematologia, passará a receber R$ 7,5 milhões por mês a partir de julho. Para ficar completo, o Cepon precisa da unidade de transplante de medula

Michael Gonçalves
Florianópolis
22/05/2018 às 15H19
Governador Eduardo Pinho Moreira esteve na cerimônia de inauguração da nova ala, nesta terça-feira - Daniel Queiroz/ND
Governador Eduardo Pinho Moreira esteve na cerimônia de inauguração da nova ala, nesta terça-feira - Daniel Queiroz/ND


Durante a inauguração do centro cirúrgico de alta complexidade, da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e do centro de material e esterilização do Cepon (Centro de Pesquisa Oncológica) na manhã desta terça-feira (22), em Florianópolis, o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) anunciou o aumento no repasse mensal para a Fahece (Fundação de Apoio ao Hemosc e ao Cepon) no valor de R$ 1,5 milhão. Assim, a fundação que administra o Cepon e o Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Santa Catarina) passará a receber R$ 7,5 milhões por mês. A expectativa é zerar nos próximos meses a fila de 200 pacientes que aguardam para um procedimento cirúrgico de alta complexidade.

O investimento foi de R$ 14,2 milhões, com recursos do Pacto por Santa Catarina. “Os pacientes ganham mais dignidade pela condição de tratamento adequado. O Cepon presta um serviço imprescindível e, por isso, terá um aumento do repasse mensal no valor de R$ 1,5 milhão. A saúde passou a ser prioridade e, assim, todos os repasses de 2018 estão em dia e já pagamos R$ 90 milhões de restos a pagar de 2017 e ainda faltam R$ 150 milhões em toda a pasta”, esclareceu o governador.

O Cepon ganhou mais quatro salas de cirurgia, 10 leitos de UTI, cinco leitos de recuperação pós-anestésica, 18 leitos de internação pós-operatória e a central de materiais esterilizados. Isso significa a contratação de mais 104 servidores. Segundo a diretora geral do Cepon, Maria Teresa Schoeller, as primeiras quatro cirurgias na nova ala devem ser realizadas no dia 18 de junho.

“Essa ala representa a capacidade instalada de mais 200 cirurgias por mês, que dobra o número realizado hoje em dia. Assim, os pacientes terão o tratamento no tempo ideal e com a maior possibilidade de chegar a cura. Os novos funcionários serão chamados no dia 4 e farão um treinamento até o dia 15. Hoje temos equipamentos melhores em relação a muitos hospitais particulares”, afirmou a diretora geral.

Atualmente, o Cepon realiza 150 procedimentos cirúrgicos por mês e 85 mil consultas por ano.

Os números do Cepon

Com os novos servidores, a unidade terá 684 funcionários;

O centro realiza 85 mil consultas por ano;

São cerca de 10 mil atendimentos por mês;

70 novos casos de câncer são descobertos por semana;

Área construída útil é de 13,7 mil metros quadrados;

Atualmente, são realizadas 150 cirurgias por mês.

Fonte: Diretoria geral do Cepon

Com os novos servidores, o Cepon terá 684 funcionários - Daniel Queiroz/ND
Com os novos servidores, o Cepon terá 684 funcionários - Daniel Queiroz/ND


Falta de UTI era o problema para a realização das cirurgias de alta complexidade

O secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, destacou que a inauguração de mais uma ala no Cepon é parte do programa de regionalização da saúde e por ser uma obra fundamental, estruturante, vai assegurar o diagnóstico precoce. O Cepon passou de duas para seis salas de cirurgias.

“Além do avanço tecnológico e científico no atendimento, o Cepon passa a contar com 10 leitos de UTI. Aliás, o grande problema era não ter os leitos de UTI e, por isso, não poderíamos realizar cirurgias de alta complexidade”, destacou o secretário.

Desde quando descobriu ser vítima de uma doença metastático, há duas décadas, Elisabete Gomes Orlandi, 60, já realizou várias cirurgias. Algumas foram particulares, em função da fila de espera dos procedimentos. “Parece que agora parte dos nossos problemas foi resolvido, mas sofremos muito nos últimos anos. Só a minha família gastou cerca de R$ 530 mil no meu tratamento, em função de várias cirurgias”, disse a senhora, que ainda realiza um tratamento preventivo.

O presidente do Conselho Curador da Fahece, Aluísio Dobes, informou que o Governo do Estado repassou R$ 50 milhões referente a dívida acumulada até 2017.

Elisabete Gomes Orlandi, 60, gastou mais de R$ 500 mil em procedimentos particulares na luta contra o câncer - Daniel Queiroz/ND
Elisabete Gomes Orlandi, 60, gastou mais de R$ 500 mil em procedimentos particulares na luta contra o câncer - Daniel Queiroz/ND


Unidade de transplante de medula é o único serviço que falta

Para se tornar um centro de referência completo para o tratamento e prevenção ao câncer, segundo a diretora Maria Teresa Schoeller, o Cepon precisa ter uma unidade de transplante de medula óssea. Hoje, esse procedimento é realizado no Hospital Celso Ramos, na capital catarinense.

De acordo com a diretora, uma unidade completa deve custar R$ 15 milhões. “Nós gostaríamos muito de transferir o transplante de medula óssea do Hospital Celso Ramos para o Cepon, finalizando todo um ciclo onde o atendimento completo será feito no Cepon. Isso vai gerar economia e eficiência, mas depende de um alto investimento do Governo do Estado”, afirmou Maria Teresa.

O fundador da Associação dos Amigos e dos Pacientes de Câncer em Santa Catarina, João Vianei Lopes, a vigilância precisa continuar. “Quem já encontrou a porta do Cepon fechada por falta de estrutura para o atendimento sabe que a vigilância pela manutenção e aprimoramento do serviço deve ser diária. Precisamos de mais recursos para manter o excelente trabalho realizado por todos os servidores”, comentou.

O complexo oncológico funciona desde fevereiro de 2005.

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