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Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018
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Gincaneiros agitam Biguaçu neste fim de semana

A cidade fica tão envolvida com as equipes que existe até um Dia do Gincaneiro

Saraga Schiestl
Florianópolis
Débora Klempous/ND
Leonardo de Jesus, Salete Cardoso, Murilo Azevedo e Osvaldo Júnior lideram as equipes participantes 

 

Enquanto em toda Grande Florianópolis o assunto da semana era o confronto entre Avaí e Figueirense pelo Campeonato Catarinense, que acontece neste domingo (6), na cidade de Biguaçu a rivalidade é bem diferente e inclui cinco times. Pelo 16º ano acontece a Gincana Cultural, evento que teve as provas divulgadas há uma semana e, desde então, milhares de gincaneiros da cidade dormem e acordam pensando em ensaios, desafios e enigmas lançados pela organização da gincana. Mais de 5000 pessoas estão envolvidas na brincadeira.

Competem em 30 provas da gincana as equipes A_A, Chuchu Beleza, Raça, Caldo de Cana e Apaixonados e, entre eles está o grande vencedor que só será conhecido no final da tarde de domingo. Quem levar a melhor ganha um prêmio de R$ 5000. “No fim não dá para ter lucro nenhum, porque os gastos são grandes. Fazemos isso porque é uma festa que a cidade espera o ano inteiro”, salientou o presidente da Liga dos Gincaneiros, Murilo Azevedo, que também é integrante da Chuchu Beleza. 

Como em Biguaçu existe até o Dia do Gincaneiro, definido por Lei Municipal e comemorado em 3 de maio, o jeito é levar a competitividade à toda prova. Para provocar o adversário vale de tudo: desde hino da equipe no melhor estilo “canção chiclete” percorrendo as ruas da cidade em uma Kombi personalizada, até às velhas chacotas com os amigos de grupos opostos para oferecer uma camiseta do time adversário. “Tem dias que a gente dorme às 5h da manhã para acordar às 8h e voltar ao trabalho”, contou o líder da equipe A_A, Leonardo de Jesus, 22 anos.

Ponto de encontro

Para organizar as atividades da semana, cada uma das cinco equipes têm um QG próprio, onde acontecem – até altas horas da madrugada – ensaios e preparativos. Assim como acontece no barracão das escolas de samba, integrante de outra equipe não passa nem perto do QG adversário.Em um salão de festas de um “paitrocinador” bondoso está o espaço onde os integrantes do A_A passam horas confeccionando paineis e tablados que serão usados nas apresentações.

O que não faltam são anotações, regulamentos e acessórios de todos os tipos colados pelas janelas. “Temos que estar preparados para qualquer prova surpresa”, pontuou Leonardo de Jesus. Uma das grandes surpresas reservadas para este ano é a prova que lembrará o humorista Chico Anísio, morto em março deste ano. Os gincaneiros terão que subir ao palco e interpretar personagens do humorista. Outra atividade que deixa todas as equipes apreensivas é a “Prova da Madrugada”, que dura das 22h às 6h. Neste caso, nenhuma das equipes sabe quais enigmas serão propostos. “Sabemos que o nível das questões está cada ano mais complicado”, disse Leonardo.

Apesar do cansaço, todos garantem que as horas de sono perdidas e toda a correria valem a pena. “É uma maneira de unir as pessoas e também fazer o bem”, lembrou Salete Cardoso, líder da equipe Apaixonados, destacando que este ano todos os gincaneiros terão que proporcionar uma transformação de visual a alguém que não tenha condições financeiras. 


Gincana integra comemoração de aniversário

 As atividades da Gincana Cultural estão ligadas à Praça Cidadã, evento promovido pela Prefeitura de Biguaçu em comemoração aos 179 anos do município. Durante todo o final de semana haverá programação extra, além das provas dos gincaneiros. No sábado (5), haverá atrações no palco instalado na praça Nereu Ramos das 9h às 23h. Também no sábado, a Gincana Cultural começa às 14h e vai até às 22h, quando inicia a prova da madrugada.Para encerrar as atrações, no domingo (6), as atividades vão das 11h às 21h30 com música e teatro na praça, enquanto os participantes da gincana têm competições das 8h30 às 17h.  

Conheça cada uma das equipes:

Caldo de Cana

 A mais antiga das equipes, a Caldo de Cana, tem sua participação esperada todos os anos até mesmo pelos adversários. O motivo de tanta curiosidade é a criatividade dos gincaneiros da equipe. A Caldo de Cana surgiu no ano 2000 da união de amigos que praticavam de provas de MotoCross e todos os anos reúne entre 300 e 400 participantes. Apesar de nunca ter levado nenhum título, o líder da equipe, Osvaldo Junior, 32 anos, contou que os integrantes fazem questão de se sair bem nas provas.


A_A

 O símbolo da equipe A_A é o personagem infantil Bob Esponja, mas esse ano, ele ficou menor na camiseta do time para dar lugar à comemoração do décimo ano que a A_A compete na Gincana de Biguaçu. Este ano serão 450 participantes. Cinco vezes campeã, a equipe surgiu da vontade de um grupo de amigos que moram no centro da cidade. “Para não deixar que o pessoal se reúna só durante a gincana, fazemos um evento por mês”, contou o líder da equipe, Leonardo de Jesus, 22 anos. 


Apaixonados

A filantropia é base dos participantes da equipe Apaixonados. Liderado por Salete Cardoso, o time tem como ideal reunir pessoas que normalmente não teriam a oportunidade de participar de um grupo semelhante. Todos os anos a Apaixonados leva 130 pessoas para participar ativamente da Gincana. Nesta edição, a ideia fixa é trazer o título, afinal, até hoje a equipe conseguiu somente o terceiro lugar. “A expectativa é fazer o melhor que pudermos para vencer”, comentou Salete Cardoso. 

 

Chuchu Beleza

 Com dez anos de existência, a Chuchu Beleza carrega quatro títulos de campeã. As cores vermelho e rosa são a marca da equipe que tem cerca de 400 integrantes para a Gincana. Outro mascote é a Kombi, nas mesmas tonalidades que chama atenção quando passa pelas ruas de Biguaçu. “Temos como diferencial a união do grupo, o pessoal está sempre preocupado para fazer o melhor trabalho”, lembrou Murilo Azevedo, 26, um dos participantes do grupo. 

Raça 

Este ano a equipe Raça está em sua sexta participação na Gincana de Biguaçu. O grande objetivo dos 400 participantes diretos é conquistar o primeiro título de campeão. A história da Raça começou nos campos de futebol, quando amigos que se encontravam nos fins de semana para uma partida decidiram formar a equipe. “Representamos basicamente os bairros Praia João Rosa e Rio Caveiras”, explicou o líder do grupo, Diego Sommer, 25 anos. 

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