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Geraldo Pauli (PMDB) tem candidatura impugnada e gera impasse na eleição em Antônio Carlos

Peemedebista foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, mas recorreu ao TRE/SC e vai concorrer contra Paulo Remor (PP), que tenta a reeleição; decisão final da Justiça Eleitoral só deve sair após a eleição

Matheus Joffre
Florianópolis
14/09/2016 às 17H33

As eleições do dia 2 de outubro em Antônio Carlos podem não ter uma definição quanto ao nome do futuro prefeito. Isso porque Geraldo Pauli (PMDB), que teve a candidatura impugnada pelo juiz eleitoral de Biguaçu, Welton Rubenich, no último sábado (10), por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, concorrerá mesmo assim e, no caso de uma eventual vitória do peemedebista, a decisão final da Justiça Eleitoral nas instâncias superiores só deve ocorrer depois da eleição.

Geraldo Pauli (PMDB) já foi prefeito de Antônio Carlos por três mandatos e tem amplo apoio de sua coligação - Divulgação
Geraldo Pauli (PMDB) foi prefeito de Antônio Carlos por três mandatos e tem amplo apoio de sua coligação - Divulgação/ND


Localizada na Grande Florianópolis, a cidade de Antônio Carlos tem apenas dois candidatos a prefeito. Além de Geraldo, Paulo Remor (PP) tenta a reeleição. O pedido de impugnação do peemedebista partiu da coligação do PP, que se baseou em uma condenação de Geraldo por improbidade administrativa em 2007. Na época, o então diretor-presidente da Ceasa (Centrais de Abastecimento de Santa Catarina) concedeu um desconto de R$ 3.352,51 na dívida de um permissionário de box e teve as contas públicas rejeitadas pelo TCE/SC (Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina) em 2013, quando foi condenado a pagar uma multa nesse mesmo valor à Ceasa.

O PMDB recorreu da decisão no TRE/SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), na terça-feira (13). O partido alega que, durante os noves meses em que Geraldo presidiu a Ceasa, a equipe jurídica do órgão fez um acordo judicial com um permissionário que devia cerca de R$ 33.500 de aluguel atrasado e deu o desconto para a dívida ser quitada em parcela única. “Está claro que não houve má fé da parte dele, que nem participou diretamente do acordo judicial. O Geraldo já foi prefeito de Antônio Carlos por três vezes, nunca foi processado por nada. Temos convicção que vamos reverter essa decisão no TRE/SC, que vamos concorrer à eleição e que vamos ganhar”, garantiu Fábio Luiz Egert, presidente do PMDB em Antônio Carlos.

Caso a impugnação de Geraldo seja revertida no TRE/SC, o PP adiantou que levará o processo ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “O Geraldo foi considerado ficha-suja pelo TCE, que julgou improcedente uma prestação de conta dele em 2007. O juiz eleitoral indeferiu a candidatura, mas temos que aguardar a decisão final da Justiça. Se eles reverterem a decisão no TRE, vamos levar ao TSE e, provavelmente, até a eleição ainda não teremos um resultado definitivo. Mas vamos continuar com a campanha do Remor, batendo na tecla que o Geraldo é ficha-suja”, ressaltou Jaisson Basei, presidente do PP em Antônio Carlos.

Paulo Remor (PP) e a vice Natália tentam a reeleição e apostam na impugnação da candidatura de Geraldo - Divulgação
Paulo Remor (PP) e a vice Natália tentam a reeleição e apostam na impugnação da candidatura de Geraldo - Divulgação/ND



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