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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Funcionários de Luiz Henrique da Silveira homenageiam o senador durante velório, em Joinville

Assessora de imprensa e motorista contam o perfil do chefe LHS

Stefani Ceolla
Florianópolis

Durante o velório de Luiz Henrique da Silveira, nesta segunda-feira (11), em Joinville, a série de discursos na solenidade de despedida foi aberta por Letícia Schlindwein, assessora de imprensa do senador. Era um momento da tarde em que ninguém se reprimia mais. Lágrimas surgiam entre os abraços com frequência, a emoção tomava conta. Apresentações da orquestra de Joinville e do Balé Bolshoi deixaram o ambiente ainda mais sensível. Letícia era, naquele momento, a voz de todos que trabalharam com Luiz Henrique.

Marco Santiago/ND
Apresentações da orquestra de Joinville deixaram a cerimônia ainda mais emocionante

 

“Um homem diferente”, ela disse por diversas vezes. “Só quem o conheceu pode dizer o quanto ele era apaixonado pela política, pela política limpa, que faz acontecer para todos”, exemplificou. “Ele era diferente como chefe, se preocupava com todos”, lembrou a assessora, contando das vezes que o senador a questionava sobre a saúde dos pais. Ressaltou ainda sua “luta incansável pelo pacto federativo e reforma política” e destacou pontos de sua personalidade: “era culto, mas humilde. Recebia e conciliava todos os políticos”. Identificou ainda características pessoais. “Era um pai carinhoso, um avô apaixonado, um marido sempre presente”. O discurso terminou entre lágrimas e abraços com colegas de trabalho.

João Maria Moreira, o Joãozinho, sabia como ninguém dessa relação de Luiz Henrique com a família. Depois de 16 anos como motorista do senador, ele era parte dela. Desde a tarde de domingo, data em que o político morreu e Joãozinho estava de folga, acompanha o drama de todos. Não segurou as lágrimas. “Eu passava mais tempo com ele do que com a minha família”, afirmou o homem que foi mais que motorista, foi um assessor pessoal do ex-governador. Viajou o mundo ao lado dele, dividiu momentos únicos. Conversavam sobre a família, sobre futebol. “Ele gostava muito do JEC. Sempre me perguntava como o time estava”, recordou. Tem dificuldades para falar do patrão no passado. Para Joãozinho, a surpreendente morte não havia ocorrido.

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