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Funai lança portal que permite monitorar terras indígenas

Ferramenta permite acompanhar mudanças de uso e ocupação do solo, além de identificar os locais onde ocorrem irregularidades

Agência Brasil
Brasília (DF)
02/08/2017 às 23H29

A Funai (Fundação Nacional do Índio) lançou esta semana o portal CMR (Centro de Monitoramento Remoto), um serviço que permite monitorar casos de desmatamento e degradação ambiental em terras indígenas pela internet. A ferramenta usa imagens geradas pelo satélite Landsat-8 para atualizar diariamente informações sobre as terras indígenas localizadas na Amazônia Legal, que representam 97,9% do total destas terras no país.

Entre as funcionalidades do mapa interativo está a localização de terras indígenas e áreas quilombolas - Reprodução/ND
Entre as funcionalidades do mapa interativo está a localização de terras indígenas e áreas quilombolas - Reprodução/ND


Segundo a Funai, o portal vai auxiliar o órgão e parceiros a acompanhar mudanças de uso e ocupação do solo e identificar de forma mais precisa os locais onde ocorrem irregularidades. A expectativa é que a ferramenta reduza os custos das atividades de campo e permita uma resposta mais rápida a partir das ocorrências, pois viabiliza que os recursos para atuação nas ações de comando, controle e prevenção de ilícios sejam usados de forma mais eficaz.

No portal CMR as imagens do Landsat-8 são complementadas pelos dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que além de serem referência do Governo Federal para detecção de desmatamento e degradação ambiental, continuam sendo relevantes para a Funai. 

A ferramenta é aberta para consultas da sociedade e permite conhecer o bioma de cada região do país. Na página inicial do portal, um mapa interativo do Brasil permite aos usuários localizar as terras indígenas, as áreas quilombolas, as unidades de conservação, incluindo reservas extrativistas, florestas e parques nacionais, além de assentamentos rurais.

Além da visualização espacial das áreas, a ferramenta traz informações como jurisdição, nomenclatura oficial, município e unidades da federação. O mapa também pode ser usado de forma estratégica em ações envolvendo as comunidades indígenas, com a sobreposição de dados sobre focos de calor nas terras indígenas..

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