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Fumantes passivos: saiba qual o prejuízo para saúde das crianças com a fumaça do cigarro

O principal prejuízo à saúde dos pequenos são as doenças respiratórias

Redação ND
Florianópolis
27/07/2018 às 16H47
Fumantes - Pedro Ribas/SMCS/FotosPúblicas/ND
Fumantes passivos prejudicam a saúde de quem inala a fumaça - Pedro Ribas/SMCS/FotosPúblicas/ND


Fumantes passivos são pessoas que convivem com pessoas que fumam e são prejudicados com os componentes tóxicos da fumaça.A pneumopediatra Dandara Silveira explica que fumante passivo inala a fumaça da ponta do cigarro. Além do tabagismo, as crianças são expostas ao tabagismo terciário, que consiste na inalação dos resíduos da queima do cigarro que fica na roupa, nos móveis e no assento do carro.

Ela entende que é muito melhor o adulto não fumar na frente da criança, mas lembra que a com certeza ela vai respirar os resíduos que ficam na roupa do fumante. Mesmo você não acendendo um cigarro na frente da criança, esses resíduos da queima do cigarro vão chegar até a criança.

De acordo com a médica, o principal prejuízo à saúde dos pequenos são as doenças respiratórias. “Crianças que convivem com tabagistas acabam desenvolvendo mais doenças como bronquiolite, resfriados comuns, sinusite, pneumonia, otites e por decorrência da saúde debilitada acabam sendo internadas, explica.

Outro fator de risco é a morte súbita do lactente. Bebês com até um ano de idade que convivem com tabagistas têm mais chance de Síndrome de Morte de Lactente, que consiste numa morte inesperada do bebê, sem uma causa identificável. De acordo com ela, estudos mostram que o tabagismo passivo também tem relação com isso.

Ela explica que grávidas fumantes no período da gestação devem parar totalmente com o tabagismo. “Tudo que você fuma, vai para o feto e ele vai sofrer as consequências disso” e lembra que a nicotina é passada pelo leite materno e a criança também receberá essa nicotina. Outra maneira de passar o tabagismo passivo para o bebê é se o companheiro fuma, mesmo que a mãe não.

De acordo com a pneumopediatra,  o tabagismo passivo, que pode trazer complicações àna saúde física do bebê pode trazer complicações como comprometer a questão pulmonar, pode influir também na questão mental dessa criança com baixo rendimento escolar, dificuldade em ganhar peso e distúrbios comportamentais. 

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 20 a 80 minutos fumando o narguilé correspondem à fumaça de 100 cigarros tragados. A médica explica que o narguilé também contém nicotina e pode ser mais prejudicial do que o próprio cigarro. Para ela, os pais desconhecem os malefícios desse dispositivo, que tem um odor agradável e não parece ser tão perigoso sendo aceito socialmente.

No Brasil, o narguilé é considerado um produto artesanal e por isso não é probido. A médica alerta que 90% dos tabagistas se viciam no tabaco antes dos 19 anos sendo uma porta de entrada para o tabagismo vicia tanto quanto o cigarro. “O próximo passo é sair fumando cigarro”.

Com informações da RICTV

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