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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Freteiros e motoboys repassam aumento dos combustíveis para clientes em Florianópolis

Motorista de táxi aproveita suas corridas pela região para achar os postos onde o combustível está mais barato

Danilo Duarte
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
Taxista Jeová diz que sempre usa o combustível que estiver com o menor preço


A cada nova notícia de alta nos preços dos combustíveis, os motoristas da Grande Florianópolis ficam mais preocupados. Com a escalada constante nos valores, profissionais ao volante criam um verdadeiro guia de sobrevivência para tentar evitar o estouro do orçamento.

Santa Catarina tem cerca de 3,5 milhões de veículos motores emplacados, de acordo com o Detran/SC (Departamento Estadual de Trânsito). Para os condutores destes veículos, abastecer se transformou num tormento.

Entra aí a primeira regra do guia de sobrevivência do motorista: pesquisar continuamente antes de abrir a tampa do tanque. “O motorista que roda muito, conhece onde o preço é mais barato e o combustível confiável, sabe onde abastecer”, explica o taxista Jeová Antonio dos Santos, 62.

Motorista de um carro de aluguel há quatro anos, ele conta que a possibilidade de alternar entre etanol e gasolina é um trunfo que utiliza com frequência. “Mudo o combustível de acordo com o que estiver mais barato”, dispara, sem pensar muito.

A oscilação dos valores não é muito grande entre os postos da Capital porque o mercado é concorrido. De acordo com os empresários do setor, a margem de lucro já está achatada, mal pagando os custos.

Há seis meses, o preço médio da gasolina em Florianópolis era de R$ 2, enquanto o etanol estava sendo comercializado a R$ 1,50, em média. Agora, ficam próximos a R$ 2,99 e R$ 2,79, respectivamente.

Com tamanho aumento nos preços, é preciso escolher melhor o local para abastecer. Saber qual é a melhor escolha para o bolso requer um cálculo simples. Divida o preço do etanol pelo preço da gasolina. Caso o índice seja igual ou menor que 0,70, o mais indicado é abastecer com o combustível derivado da cana de açúcar. No entanto, a gasolina deve ser a escolhida se a conta apontar um índice maior que 0,70.

É preciso comparar os valores e ter em mente o rendimento do combustível, o que depende também de uma boa regulagem do motor, limpeza de bicos injetores, alinhamento e balanceamento, além da correta calibragem dos pneus. Nesse caso, a melhor saída é recorrer a profissionais de confiança.

 

Aumentos repassados aos clientes

Caso esteja tudo certo com a regulagem do carro, moto ou caminhão, o jeito é repassar os custos. É o que tem feito o motoboy Cristiano de Azevedo, 36, que trabalha sobre a moto há dois anos e atende empresas da Capital com o transporte de pequenos volumes, como aparelhos celulares e documentos.

“Com os clientes mais antigos, negocio o preço que já cobrava, mas com os novos, preciso atualizar os valores”, justifica Azevedo, que se vê sem alternativa. Ele conta que o transporte entre o Estreito e a região Central da cidade passou de R$ 8 para R$ 10, um aumento de 25%.

No caso de transporte de grandes volumes, o reajuste nas tarifas já é uma realidade há pelo menos um ano e não sinais de que deva se estabilizar agora. Nos últimos 12 meses, os valores já tiveram aumento médio de 30%, segundo o fretista Braulino Fernandes, 47. De acordo com ele, um dos motivos é o aumento no diesel, cujo preço por litro passou de R$ 1,95 para R$ 2,95 em média, no mesmo período.

 

Combustíveis Preços médios

GNV - R$ 1,799

Etanol - R$ 2,799

Gasolina - R$ 2,99

 

Fonte: Sindicombustíveis (Sindicato dos Revendedores Varejistas de Combustíveis de São José e Região)

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