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Fórum Empresarial Sul defende a criação de um fundo para o desenvolvimento de SC, PR e RS

Em Florianópolis, empresários dos três estados assinaram manifesto propondo a abertura do mercado de gás, fortalecimento do sistema "S" e formação do fundo para investimento em infraestrutura

Michael Gonçalves
Florianópolis
09/07/2018 às 22H43

As principais lideranças empresariais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e do Paraná estiveram reunidas nesta segunda-feira (9) na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), em Florianópolis, para debater a criação do fundo de desenvolvimento da Região Sul. Além disso, os empresários defendem a aprovação do programa Gás para Crescer e o fortalecimento do sistema “S”. Após três horas, os representantes das indústrias, dos comércios, dos transportes, das cooperativas e do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento Econômico) assinaram o manifesto do Fórum Empresarial Sul.

Atualmente, os estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste possuem fundos geridos pelas respectivas superintendências. “Queremos provocar a criação de um fundo social aqui na Região Sul e propondo que seja gerido pelo BRDE. Sobre o gás estamos propondo que haja uma abertura de mercado para outras empresas. E sobre o sistema ‘S’, pedimos o apoio no sentido de não haver interferência que possa colocar em risco a vigência e o vigor desse sistema”, explicou o presidente da Fiesc, Glauco Côrte.

Fórum Empresarial Sul foi realizado em Florianópolis - Marco Santiago/ND
Fórum Empresarial Sul foi realizado em Florianópolis - Marco Santiago/ND


O vice-presidente do BRDE-SC , Neuto Fausto De Conto, explicou que o objetivo da proposta não é criar instrumentos para arrecadar mais recursos, em função dos fundos já existentes. A intenção do Fórum Empresarial Sul é aproveitar as sobras dos recursos não utilizados nos outros três fundos.

Os fundos orçamentário e constitucional do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que representam 22 Estados, receberam R$ 33 bilhões em 2017. “Nossa proposta é aproveitar a sobra dos fundos já existentes. No ano passado, sobraram mais de R$ 7 bilhões que poderiam ser utilizados no desenvolvimento da infraestrutura da nossa região, que também possui municípios deprimidos nos quesitos emprego e renda”, esclareceu Neuto de Conto.

Para evitar a criação de uma nova superintendência, que resultaria em mais cargos, os empresários propõem que o BRDE faça a gestão dos recursos. A frente parlamentar catarinense foi representada pela deputada Carmen Zanotto (PPS).

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