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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Força Aérea Brasileira faz treinamentos de resgates e salvamentos em Florianópolis

Simulações são realizadas na Base Aérea da Capital até o dia 11 de abril

Alessandra Oliveira
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Simulação de resgates e salvamentos beira a realidade

 

O Brasil é, segundo auditoria da Icao (Organização de Aviação Civil Internacional), um dos cinco países mais seguros para se voar e com melhor índice de busca e salvamento do mundo. Para se manter entre os primeiros, a FAB (Força Aérea Brasileira) realiza na Base Aérea de Florianópolis a 3ª edição do Carranca, exercício de salvamento e resgate  de vítimas em terra e mar. Ao todo, 351 profissionais participam dos treinamentos em simulados que beiram a realidade.

A força do vento produzido pelas hélices do helicóptero UH-60 Black Hawk picotava a vegetação ao se aproximar do local do resgate. Em um terreno irregular, uma vítima de acidente aéreo esperava pelo socorro. Após receber atendimento pré-hospitalar, o homem com um pé fraturado e com um dos braços amputados foi içado e levado para o hospital. O helicóptero mede 20 metros de comprimento e pode atingir 294 km/h.

Enquanto o exercício era realizado em terra, outras vítimas eram resgatadas no mar, em treinamentos paralelos planejados e executados pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), em conjunto com o Sissar (Sistema de Busca e Salvamento Brasileiro). O tenente-coronel Silvio Monteiro Júnior coordena os exercícios que começaram no dia 31 de março e terminam nesta sexta-feira. Segundo Monteiro, o treinamento não tem ligação com a Copa do Mundo.  

São utilizadas técnicas e novas tecnologias de resgate, como comunicação via satélite, equipamento de visão noturna e cálculo de deriva automatizado. “Nosso objetivo é trazer os exercícios o mais perto da realidade possível”, disse o tenente-coronel.

Precisão, exatidão e treinamento

De acordo com o capitão Fábio Barbosa, diretor adjunto dos exercícios, três elementos são fundamentais para o sucesso do resgate: precisão da pilotagem, exatidão na operação do guincho (para descida do socorrista e treinamento intensivo em APH - atendimento pré-hospitalar). Todas as atividades são acompanhadas por um avaliador da FAB, infiltrado na cena do acidente.

Nos próximos dias serão simulados ainda resgates em acidentes de médio e grande porte, ou seja, com 20 ou mais vítimas. Para as operações de socorro foram disponibilizados dois aviões, quatro helicópteros e um navio.

Mais de 260 horas de voo serão empregadas durante os treinamentos, sempre com situações diferentes de socorro. Profissionais dos Estados de Pernambuco, Distrito Federal, Amazonas, Paraná e Santa Catarina participam do exercício.  

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