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Florianópolis terá novo dia D de vacinação contra pólio e sarampo neste sábado

Com cobertura abaixo de 60% da meta, prefeitura prepara ações para incentivar a imunização

Andréa da Luz
Florianópolis
31/08/2018 às 10H33

A uma semana do término da campanha nacional de vacinação contra poliomielite e sarampo, o município de Florianópolis imunizou pouco mais de 13 mil crianças do público alvo (de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade). O número representa em torno de 57% da meta que é vacinar 22.733 crianças desta faixa etária.

Embora esteja livre da paralisia infantil desde 1990, a vacinação é fundamental para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite no Brasil - Cesar Brustolin/SMCS/Divulgação/ND
Embora esteja livre da paralisia infantil desde 1990, a vacinação é fundamental para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite no Brasil - Cesar Brustolin/SMCS/Divulgação/ND


Para melhorar os resultados, a Capital vai realizar um segundo dia D de vacinação contra as duas doenças, neste sábado (1º). Neste dia, todas as 49 unidades de saúde estarão abertas das 8h às 17h, e haverá mais quatro pontos estratégicos no Norte, Sul, Centro e Continente com equipes de vacinação e brinquedos para as crianças.

“Nesta última semana de campanha vamos fazer várias frentes para melhorar os índices de vacinação, mas principalmente, para conscientizar as famílias da importância de imunizar as crianças, contribuindo para a redução do risco de reintrodução dos vírus da pólio e do sarampo no país”, afirmou o secretário municipal de saúde, Carlos Alberto Justo da Silva.

Após esse dia, a campanha não será estendida, porque o medicamento está disponível o ano todo na rede pública, para todas as faixas etárias. As duas vacinas são permanentes e fazem parte do calendário vacinal obrigatório das crianças, preconizado pelo Ministério da Saúde. A campanha do dia 1º a 31 de outubro serve para reforçar e relembrar a necessidade de vacinação.

Cobertura vacinal no Brasil

A queda nos índices de imunização ocorre em todo o país. Entre as razões estaria o fato de que há muitos anos não eram registrados casos de polio, e poucos surtos de sarampo, levando muitas pessoas a acreditar que essas doenças estão erradicadas, o que não é verdade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a última atualização enviada pelos estados mostra que, até esta sexta-feira (24), 62% das crianças brasileiras se vacinaram. Ainda restam 4,1 milhões de crianças que não receberam a vacina.

A meta nacional é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças (totalizando 10,6 milhões) independente da situação vacinal delas e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

Entre os estados com menor cobertura estão o Rio de Janeiro, com 40,15% do público alvo vacinado para pólio e 41,45% para sarampo, e Roraima, que tem 44,61% pólio e 41,09% sarampo. Os estados que estão com as melhores coberturas vacinais são o Amapá, com 90,33% para a pólio e 90,14% para o sarampo, seguido por Rondônia com 89,86% pólio e 88,44% sarampo. Santa Catarina alcançou pouco mais de 73% para cada uma das doenças.

Casos de sarampo

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, nos estados de Roraima e Amazonas. Até o dia 21 de agosto, foram confirmados 1.087 casos da doença no Amazonas, mas outros 6.693 permanecem em investigação. Já em Roraima são 300 casos e 67 estão sendo investigados.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Dados divulgados pela organização na segunda-feira (20), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

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