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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Florianópolis recebe congresso de pneumologia

DPOC é destaque com apresentação de novos medicamentos e técnicas cirúrgicas ainda não utilizadas em Santa Catarina

Anita Martins
Florianópolis

Profissionais da área da saúde de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul reúnem-se em Florianópolis de hoje a sábado (9) para se atualizar das novidades nos tratamentos de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), asma, pneumonia, tuberculose e doenças do sono, entre outros problemas respiratórios. As informações serão passadas no 3º PneumoSul, o Congresso de Pneumologia da Região Sul, realizado na capital catarinense pela primeira vez.

O presidente do evento e pneumologista da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Emílio Pizzichini, conta que a DPOC é o principal foco porque dois novos medicamentos e técnicas cirúrgicas ainda não utilizadas no estado serão apresentadas durante o congresso. “A DPOC tem como características mais fortes o fechamento e a inflamação dos brônquios. Esses remédios agem diretamente nesses sintomas. No evento, especialistas vão mostrar resultados de estudos com essas substâncias e orientar sobre como receitá-las”, afirma.

Outra razão pela qual a DPOC merece atenção especial é que já é a quinta doença que mais mata no mundo, ficando atrás de patologias cardiovasculares e cânceres. De acordo com estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), em dez anos, ocupará a terceira posição no ranking. “No Brasil, acredita-se que 10% da população acima de 40 anos tenha DPOC, ou seja, sete milhões de brasileiros. E muita gente nem sabe que tem a doença. Pensa que só tem mais dificuldade para subir escadas e andar rápido”, destaca Pizzichini.

Em Florianópolis, ainda não existe um levantamento da abrangência da DPOC, causada principalmente por tabagismo e poluição. A UFSC, em parceria com o Instituto RIC, está realizando uma pesquisa para descobrir esse número e também analisar a hipótese de que quem mora na Ilha tem menos DPOC por conta da qualidade do ar. “Ainda neste ano, vamos começar a aplicar os questionários nas casas”, diz o médico.

Tuberculose também é destaque

A resistência da tuberculose aos medicamentos existentes também está na lista dos assuntos mais importantes que serão tratados no PneumoSul. “Recentemente, o Ministério da Saúde liberou mais um remédio para combater a tuberculose por causa disso”, ressalta Pizzichini.

O ressurgimento da doença em países desenvolvidos, onde havia sido drasticamente reduzida, é outra questão que será debatida, inclusive com especialistas internacionais. Ainda está na pauta uma discussão sobre a alta exposição de profissionais da saúde à patologia.

Principais doenças que serão discutidas

DPOC
Costuma atingir quem tem mais de 40 anos ou quem fuma. Um dos principais sintomas é o conhecido pigarro do cigarro. Não tem cura definitiva, mas pode ser tratada.

Tuberculose
Transmitida pelo ar, a doença causa tosse por mais de 14 dias, febre, suor intenso, dor no tórax, perda de peso e catarro. Pode ser prevenida com a vacina BCG e tratada.

Asma
Típica em crianças e idosos, a asma é caracterizada por falta de ar e chiado no peito. Pode ser controlada com o uso de bombinha e nebulização.

Pneumonia
Essa infecção dá catarro nos pulmões, febre e tosse. É curada com antibióticos na maioria das vezes, mas pode levar à morte.

Serviço

O quê: 3º PneumoSul
Quando: de 7 a 9 de abril
Onde: Costão do Santinho, em Florianópolis
Para quem: profissionais de saúde
Quanto (inscrições no local): de R$ 230 a R$ 600

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