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Flávio Bolsonaro diz que pai não deve voltar a fazer campanha nas ruas

Em vídeo publicado na internet, o candidato a senador agradeceu aos médicos e negou que o pai seja "intolerante"

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
07/09/2018 às 19H21

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, 63, Flávio Bolsonaro, 37, afirmou nesta sexta-feira (7), em um vídeo ao vivo veiculado no Facebook, que o pai não deve voltar a fazer campanha nas ruas. "Ele está numa situação delicada e com dificuldade de falar. [...] Mas podem ter certeza de uma coisa: ele está lá se recuperando, provavelmente não consegue mais ir para as ruas nessa campanha. Ele não pode ir às ruas, mas nós podemos", disse.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira - Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação/ND
O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual, Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira - Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação/ND


O candidato à Presidência do PSL foi atacado com uma faca em Juiz de Fora (MG), onde foi submetido a uma cirurgia na Santa Casa da cidade. Nesta sexta (7), um dia após o ocorrido, Bolsonaro foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

No vídeo, Flávio, que é candidato a senador, agradeceu aos médicos e às pessoas que manifestaram carinho, e negou que o pai seja "intolerante", como, segundo disse, ele está sendo acusado nas redes sociais. "A gente nunca agiu de violência com ninguém, sempre discutimos no campo das ideias e sempre fomos muito respeitosos", afirmou.

Flávio também criticou a imprensa, que, segundo ele, tem responsabilidade no atentado contra seu pai. "Não adianta, ele não é esse monstros que vocês querem passar para a população. Vocês podem ter motivado o cara a dar uma facada nele. Vai que ele acredita que o Bolsonaro é todo esse monstro que vocês falam que ele é e que acusam ele o tempo inteiro. [...] Vocês da grande mídia têm responsabilidade também."

Exaltado, Flávio citou a Folha de S.Paulo. "Eu fico imaginando como que é a Redação da Folha de S.Paulo, por exemplo. Aquele bando de incompetente querendo ver quem 'lacra' primeiro em cima do Bolsonaro. Que papel ridículo que vocês fazem. Vocês envergonham a imprensa brasileira. Parem de distorcer os fatos, divulguem a verdade. Querem criticar, critiquem, mas critiquem em cima de algo que realmente aconteceu."

Após cerca de 16 minutos, Flávio encerrou o vídeo chorando. Ele pediu desculpas "pelo desabafo" e afirmou que queria apenas agradecer.

>> Bolsonaro está consciente e em boas condições clínicas, informa boletim médico

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