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"Fiz um pequeno sacrifício pessoal", diz Amin sobre abrir mão de candidatura ao governo

Candidato a senador de Santa Catarina pelo Partido Progressista foi sabatinado na Record News nesta sexta-feira

Redação ND
Florianópolis
31/08/2018 às 20H31

O candidato a senador de Santa Catarina pelo PP (Partido Progressista), Esperidião Amin, foi sabatinado nesta sexta-feira (31), em entrevista ao BF News, da Record News. O ex-governador do Estado respondeu questões relacionadas à recente pré-candidatura ao governo, aos valores repassados pela União, o descontentamento do povo com a política  e as reformas tributária, trabalhista e da previdência.

Esperidião Amin é candidato ao Senado pelo PP - Reprodução/Record News
Esperidião Amin é candidato ao Senado pelo PP - Reprodução/Record News


Sobre ser senador da República

Acho que é mais necessário do que nunca. O Senado representa os Estados e há uma descompensação no tratamento de Santa Catarina pelo Governo Federal. Nós somos o sexto, às vezes o sétimo, arrecadador de tributos para a União e somos o 22º no retorno. Virtudes que nós temos, como o Sistema Educacional Acafe, acabam nos prejudicando. Nos últimos 14 anos Santa Catarina deixou de receber praticamente R$ 3 bilhões. Isso é um pouco da justificativa da nossa dívida com a saúde.

O fato de Santa Catarina ter soluções em educação e saúde, com o número de leitos filantrópicos, com a organização dos municípios, é desvalorizado na União. Eu acho [positivo] o fato de ter sido governador e senador, e ter conseguido alguns programas para compensar nossas deficiências, como conseguir, em 1992, sensibilizar o governo federal para tratar a questão da poluição das águas pelo carvão, no Sul do Estado. Nós conseguimos medidas para compensar deficiências, agora precisamos medidas para não nos punir pela nossa eficiência.

Acho que tenho a experiência, a autoridade política e a autoridade moral para ser ouvido no Senado Federal, como sou ouvido na Câmara. Meu compromisso, caso eleito senador, é obter justiça para o cidadão catarinense, para o trabalhador, para o sem trabalho, para o desempregado, para o empresário, para o agricultor.

Sobre ter lançado a pré-candidatura ao governo do Estado em fevereiro

Trata-se da necessidade de composição. Nós não temos nenhum partido político, nem mesmo o meu, com condições de disputar uma eleição sem coligação. Eu contribuí para reduzir essa fragmentação lutando muito para a proibição da coligação nas eleições proporcionais. Lutei muito e pelo menos consegui que isso aconteça a partir de 2020. Nós vamos ter um enxugamento dessa fragmentação partidária, mas a disputa desta eleição ainda é pela regra da coligação. Ficou evidente no momento em que houve aglutinação de partidos em torno do MDB que nós íamos fazer um jogo suicida. 

É um raciocínio político que em um primeiro momento confrangeu, apertou o coração, mas hoje eu faço campanha com a consciência tranquila. Para defender Santa Catarina lá em cima, precisamos de um governo articulado, de uma bancada federal que procure os mesmos objetivos, independente de partido, e também de um governo com suporte no Legislativo. Eu fiz um pequeno sacrifício pessoal, com o objetivo de um grande sucesso coletivo.

Sobre o descontentamento do povo com a política

Primeiro: a democracia é o pior de todos os regimes políticos, depois de todos os outros. É o que temos. Segundo: com a omissão, [dizendo] “não vou votar em ninguém”, você vai duplicar o valor do voto daqueles  que tu não gosta, que não fazem o bem como você pode fazer. Omissão e revolta podem durar até a véspera.

Ter uma vida pública esse tempo todo e poder andar na rua olhando no fundo dos olhos do catarinense, tendo a certeza de que não envergonhei ninguém, não tem preço e me anima. Claro que há uma descrença no político e isso me atinge também, mas fico muito feliz porque o povo sabe fazer a distinção. No final das contas, a revolta vai se transformar em uma escolha.

Sobre as reformas no Brasil

Eu considero prioritária a reforma tributária porque precisamos competir. Se o mundo inteiro, com quem a gente tá concorrendo, usa um sistema tributário mais simples, baseado no Imposto de Valor Adicional, não podemos ficar com essa colcha de retalhos.

A reforma da previdência [deve ter] foco nos maiores salários e não no trabalhador do campo ou no trabalhador do chão de fábrica, como fez o atual governo, por fraqueza. Esse texto da reforma da previdência que o governo tentou não é fruto de um esforço, é fruto de fraqueza moral e ética, falta de legitimidade.

Quanto às questões que envolvem a reforma trabalhista, eu votei a favor daquilo que achava sensato. Votei contra os excessos, como a questão que se relaciona à mulher lactante e gestante - é um absurdo e não é prioritário. Votei à favor das coisas que são essenciais para modernizar a relação de trabalho, como o trabalho em casa e trabalho na tecnologia de informação e comunicação.

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