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Fim da greve dos bancários lota agências de Florianópolis nesta sexta-feira

Correntistas correram para as unidades de atendimento para resolver pendências que se acumularam durante a paralisação

Alessandra Oliveira
Florianópolis
07/10/2016 às 14H52

Quem precisou ir aos bancos nesta sexta (7), primeiro dia após o fim da greve dos bancários, encontrou grandes filas e agências lotadas  A paralisação durou 31 dias e acabou após uma assembleia, na noite de quinta-feira (6). Os trabalhadores do setor terão reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016. O vale-alimentação terá aumento de 15% e vale-refeição e auxílio creche-babá, 10%.

Na agência da Caixa do Centro a fila passava para o lado de fora do banco - Flávio Tin/ND
Bancos ficaram lotados no primeiro dia de atendimento após a greve - Flávio Tin/ND


Para tentar reduzir o tempo de espera, que já era de quase duas horas, a cozinheira Denise Claudino, 41 anos, pegou uma senha comum e uma preferencial. “A que chamar primeiro eu vou”, afirmou a moradora do bairro Vargem Grande, na região Norte de Florianópolis.

A greve dos bancários atrasou em mais um mês o recebimento do benefício social dela, que já estava atrasado em 60 dias antes mesmo da paralisação. “Meus amigos começaram uma campanha para me ajudar com o tratamento do câncer de pulmão e mama”, detalhou, sem desviar a atenção do painel de senhas da agência do Bradesco da Praça 15 de Novembro.

O movimento também foi intenso na agência do Banco do Brasil, ao lado da Catedral Metropolitana, no Centro. A necessidade de desbloquear um cartão do banco fez o administrador Sebastião Cardoso enfrentar mais de uma hora de fila. “Não podia movimentar minha conta. Ainda bem que o bloqueio aconteceu na última semana de setembro. Agora as coisas voltam à normalidade”, disse.

Bancos ficaram lotados no primeiro dia de atendimento após a greve - Flávio Tin/ND
Na agência da Caixa do Centro a fila passava para o lado de fora do banco - Flávio Tin/ND

Das agências do Centro, a que mais registrava movimento de clientes era a Caixa Econômica Federal da rua Felipe Schmidt. As filas para atendimento chegaram até o calçadão mais movimentado do Capital. Sem previsão de horário para sair da agência, a cuidadora de idosos Rainilda Ferreira, 49 anos, entrou na fila. Ela precisava ajustar os dados do cartão cidadão para poder receber o seguro-desemprego, que está atrasado há 60 dias porque os dados estão divergentes.

Durante os 31 dias de greve, 129 agências permaneceram fechadas na região da Grande Florianópolis. No Estado foram 631 unidades ao todo. Os trabalhadores retomaram as atividades após acordo com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na noite de quinta-feira (6). Além dos reajustes financeiros, os grevistas conseguiram a garantia de licença-paternidade de 20 dias.

 

 

 

 

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