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Festival de Gambiarra Instrumental promete surpreender na noite desta quarta-feira

Instrumentos reinventados a partir de objetos alternativos no palco

Dariele Gomes
Florianópolis
30/05/2017 às 21H24

Não há expressão de arte associada ao reinvento mais significativa do que fazer música com instrumentos confeccionados a partir de materiais alternativos, uma vassoura, um pote de lata, ou uma mangueira, pura criatividade transferida em música boa. A partir do tema “Museus e histórias contra versas: dizer o indizível em museus”, que envolveu a 15ª Semana de Museus, na metade do mês de maio, o MIS (Museu da Imagem e do Som) de Santa Catarina criou a primeira edição do Festival Gambiarra Instrumental, que será apresenta nesta quarta-feira, às 20 horas, no CIC (Centro Integrado de Cultura).

Conforme Ana Ligia Becker, administradora do MIS, a convocatória de pessoas que reinventaram instrumentos foi justamente para mostrar a versão que cada um dá. “A gambiarra é sempre um invento popular, apesar de possuir conotação de algo improvisado, a gambiarra requer uma certa "engenharia" e envolve o conhecimento de princípios e funcionamento de cada instrumento. Torna-se ainda mais interessante por funcionar de formas tão eficientes ainda que feita com materiais precários e alternativos, cumprindo em satisfazer as necessidades com aquilo que a realidade lhes coloca à disposição”, comenta. 

Ligia diz ainda que além das apresentações, o evento oportunizará um momento de interação e incentivo para cada um reinventar. No Festival haverá votação popular para escolher o instrumento preferido pelo público. O vencedor irá ganhar um kit da Cervejaria, cinco vale chopps para consumir na Cervejaria (unidade Santa Mônica ou Santo Antônio de Lisboa) e um par de convites para qualquer espetáculo que ocorrerá no Teatro Álvaro de Carvalho ou Teatro Ademir Rosa.

Músico Saulo Castilho e seu baixo - Marco Santiago/ND
Músico Saulo Castilho e seu baixo - Marco Santiago/ND


Baixo de uma corda

O evento, com entrada gratuita, deve contar com a participação de sete inscritos, entre eles o empresário e músico Saulo Castilho, 32, morador de Florianópolis e apaixonado por rock and roll. “Há dez anos tive a ideia de mandar fazer um baixo a partir de uma vassoura e um varão de cortina. Tudo começou com brincadeiras que rolam entre músicos, a primeira que qualquer um pode tocar baixo, que não entendem o porquê há baixo de seis cordas. Então resolvi criar um com uma corda só”, conta.

“A segunda brincadeira foi um vídeo que assisti onde o cara diz que um capacitor bom funciona até em cabo de vassoura. A terceira é a popular brincadeira de fazer de conta que está tocando um instrumento com a vassoura”, comenta. Ele conta ainda que soube da convocatória quando se apresentava em um show numa cidade de interior do Estado. “Já utilizei muito a Bassoura, nome dado ao baixo feito de vassoura, que na época custou em torno de R$ 200 reais para fazer. “Foi um amigo que fez o instrumento pra mim, Inaldo Souza. A Bassoura sepre fez sucesso nas apresentações e dá um som bom. Meus amigos e familiares vão prestigiar o evento nesta quarta”, comenta. Sobre o repertório, Castilho diz que será surpresa, mas que promete tocar alguns clássicos do rock.

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