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Família de motorista do Uber morto na Capital faz manifestação por justiça

Manifestantes querem que responsável pelo crime seja acusado por homicídio doloso

Redação ND
Florianópolis
16/06/2018 às 16H56

Familiares e amigos do motorista de Uber Nelson Alexandre da Silva, de 25 anos, que morreu após uma briga de trânsito em Florianópolis, realizaram uma carreata na tarde deste sábado (16).

Família e amigos de Nelson Alexandre da Silva pedem mudança no inquérito - José Carlos da Silva/Divulgação/ND
Família e amigos de Nelson Alexandre da Silva pedem mudança no inquérito - José Carlos da Silva/Divulgação/ND


A manifestação é para pedir que o inquérito policial seja conduzido pela linha de homicídio doloso e não como lesão corporal seguida de morte, como está sendo cogitado pela investigação criminal.

O pai da vítima, José Carlos da Silva, disse que o agressor assumiu o risco de matar ao golpear seu filho na cabeça com um skate. “O atestado de óbito mostra que meu filho foi morto por traumas no crânio, com mais de uma pancada. O delegado nos disse que se ficasse comprovado que foi mais de um golpe, ele mudaria o inquérito para homicídio. Mas até agora tudo está seguindo para lesão corporal seguida de morte”, disse. "Esperamos que ele seja acusado por homicídio doloso, cuja pena é maior. Meu filho não volta mais, mas o agressor está solto e queremos que seja preso", afirmou.

Segundo José Carlos, cerca de 60 pessoas participaram da manifestação. A carreata foi escoltada por duas viaturas policiais. Os veículos partiram do Trapiche da Beira-Mar, fizeram o retorno no Terminal Rodoviário Rita Maria e seguiram até o trevo do bairro Córrego Grand,e onde o crime foi cometido. Após pararem no local, os manifestantes seguiram até a 5ª DP (Delegacia de Polícia), na Trindade, onde o caso está sendo investigado.

O crime ocorreu em 28 de maio. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alfredo José Ballstaedt, o caso está sendo conduzido como lesão seguida de morte, mas o inquérito ainda
não terminou e pode ser encaminhado para a linha de homicídio.

Faltam ouvir algumas testemunhas e analisar os laudos, como o cadavérico, que mostra o motivo da morte de Nelson. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído, a partir da data do crime, em 28 de maio, mas pode ser prorrogado conforme a necessidade das investigações.

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