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Faltando mais de R$ 100 mi, entrega da Ponte será "não antes de dezembro"

Secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler falou sobre o andamento das obras em reunião na tarde desta sexta-feira, em Florianópolis

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
18/01/2019 às 18H44

Ainda não há um prazo exato para a entrega da reforma da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Questionado sobre a data, o secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler, afirmou apenas: "não antes de dezembro de 2019 é a nossa previsão". A fala foi feita na tarde desta sexta-feira (18), durante reunião do Comdes (Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Florianópolis), que contou com a presença do governador Carlos Moisés, na sede da Associação Catarinense dos Engenheiros, no bairro Coqueiros.

Durante o encontro realizado com objetivo de informar o atual estágio da reforma, Hassler também apresentou um cronograma financeiro da obra - faltam aplicar R$ 115,7 milhões - e salientou a necessidade de definição da sociedade sobre que tipo de iluminação será implementada, uma vez que o projeto ainda não está incluído na reforma do cartão postal do Estado. Hassler também ressaltou que alguns custos estão previstos diante da complexidade da obra e da responsabilidade com o trabalho. "Nós não estamos brincando de montar um lego", resumiu.

   

xx - Flávio Tin/ND
Projeto Ponte Viva prevê a utilização da Ponte Hercílio Luz para o transporte coletivo - Flávio Tin/ND

O secretário também adiantou que ainda este mês será assinada a ordem de serviço para que a empresa portuguesa Teixeira Duarte faça o reforço das estruturas que sustentam a ponte, através de um contrato emergencial, ao custo de R$ 3,1 milhões.  O reforço é necessário, pois os cinco anos do prazo da validade das estruturas que sustentam a estrutura venceram em dezembro de 2018.

O secretário também aproveitou para apresentar as estimativas de gastos com a manutenção do ponte Hercílio Luz após a conclusão da reforma. De acordo com o levantamento da secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, seriam necessários R$ 1,8 milhões por ano para inspeção e manutenção da parte metálica e R$ 15 milhões para fazer uma pintura a cada 15 anos para proteger e evitar a corrosão da estrutura. "Esse é um custo que tem que ser assumido se quisermos que o patrimônio não se deteriore", assinalou Hassler. 

O prefeito Gean Loureiro também esteve presente no encontro e se antecipou ao desejo da sociedade em relação à escolha do projeto de iluminação: "a ponte não estará concluída se não for realizado esse investimento em iluminação", sentenciou.  Ainda durante a reunião, o diretor do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Michel Mittman, apresentou detalhes do projeto Ponte Viva, que prevê a utilização da Ponte Hercílio Luz para o transporte coletivo e veículos de segurança durante os dias de semana; e exclusivamente para pedestres nos finais de semana. "Mais do que mobilidade, a ponte é o maior ativo turístico de Santa Catarina", definiu Mittman.

O presidente da Associação Comercial Industrial de Florianópolis, Rodrigo Rossoni, sugeriu que a manutenção da ponte seja realizada através de parcerias público-privadas. Ao final da reunião, o governador salientou a importância de ouvir todos os setores da sociedade antes de tomar as decisões importantes para a conclusão da ponte, como a definição de como a estrutura será utilizada após o término da reforma.

Panorama Financeiro:

R$ 435,949.071,58  -  Total da soma dos contratos desde 2006

R$ 355.241.151,87 – Total dos contratos já pagos desde 2006

R$ 21.934.798,32 – Total dos reajustes dos contratos desde 2006

R$ 71.805.279,87 – Total de aditivos dos contratos desde 2006

R$ 320,5 milhões – Total do contrato da empresa Teixeira Duarte

R$ 241 milhões – Total pago do contrato da empresa Teixeira Duarte

R$ 246 milhões – Total medido do contrato da empresa Teixeira Duarte

__________________________________________________________

R$ 74,5 milhões – Falta pagar do contrato da empresa Teixeira Duarte

R$ 41,2 milhões - Outro custos tais como:

Reforço da estrutura – R$ 3,1 milhões

Iluminação - R$ 12 milhões

Prevenção contra incêndios - R$ 1,9 milhões

Acompanhamento Arqueológico - R$ 103 mil

Projetos não previstos - R$ 1,7 milhões

Substituição de parafusos - R$ 880 mil

Sinalização - R$ 250 mil

Prorrogações de prazo - R$ 18,9 milhões

Total a pagar: R$ 115,7 milhões

 

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