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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Falta de informação e desrespeito na primeira hora de reabertura da Paulo Fontes

Sinalização da Prefeitura de Florianópolis ainda precisa de ajustes e pedestres não respeitam sinalização para os carros

Maiara Gonçalves
Florianópolis

 

Edu Cavalcanti/ND
Motoristas tiveram dificuldade para atravessar mesmo com sinal fechado para pedestres

Na primeira hora de reabertura ao tráfego de veículos da avenida Paulo Fontes, no Centro da Capital, entre 9 e 10h da manhã, desta quarta-feira (16), o que se viu foi um festival de desinformação, resultado ainda de algumas falhas na sinalização da Prefeitura de Florianópolis, e falta de educação dos pedestres.

Além disso, havia pouco efetivo da Guarda Municipal no controle do trânsito. Os guardas gesticulavam e apitavam, mas como o número era baixo e mal distribuído, os avisos não chegavam aos pedestres mais apressados. Policiais militares também estavam no local, mas apenas para reforçar a segurança. Questionados, disseram que o controle do trânsito era exclusivo da Guarda Municipal.

Mesmo com o sinal fechado para pedestres, os usuários que entravam e saíam do Ticen (Terminal de Integração Central) simplesmente não respeitavam a sinalização, em uma mistura de falta de informação sobre a reabertura da via e falta de educação. Os motoristas e motociclistas buzinavam e diminuíam a velocidade, mas mesmo assim precisavam parar para os pedestres atravessarem a rua.

Criticada por um cobrador de ônibus ao atravessar a faixa com o sinal vermelho para pedestres, uma mulher disse: “O problema é meu”. Claro indicativo de que a prefeitura terá muito trabalho nos próximos dias para orientar a população e os motoristas que voltaram a trafegar pela Paulo Fontes.

A balconista Raquel Bezerra tentou atravessar a avenida para chegar ao terminal sem prestar atenção à sinalização e foi repreendida pelo guarda municipal. “Fiquei até com vergonha agora. Não sabia que a avenida seria reaberta. Não vi os carros passando”, afirmou.

Apitos e gestos não foram suficientes para Valdinéia Scandolara que tentou atravessar com o sinal aberto para carros e foi forçada a parar no meio da rua porque um ônibus vinha na direção dela. Para evitar que a mulher fosse atropelada, o diretor da Guarda Municipal, Ivan Couto, pegou-a pelo braço e orientou que saísse do meio da rua. “Passo por aqui todos os dias. Agora terei que ter mais cuidado, né”, reconheceu Valdinéia.

A disputa por espaço entre pedestres e motoristas já era grande no meio da manhã, quando o movimento é considerado baixo. A expectativa é que a situação se complique no horário de almoço e principalmente às 18h. “A questão da segurança é o ponto principal. Qualquer vacilo pode colocar a população em risco”, disse o vice-prefeito e secretário de Transportes da Capital, João Batista Nunes, que permaneceu na avenida Paulo Fontes, durante as primeiras horas de reabertura.

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