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Falta de chuva ameaça abastecimento de água na Grande Florianópolis

Casan pede que população economize água tratada para evitar que a situação se complique

Brunela Maria
São José
19/09/2017 às 08H35

Responsáveis por abastecer boa parte da Grande Florianópolis, os rios Cubatão e Vargem do Braço (Pilões), sofrem com a estiagem que afeta todas as regiões de Santa Catarina desde maio. A Casan (Companhia de Água e Esgoto do Estado) diz que ainda não há risco de desabastecimento, mas pede que a população economize água tratada, já que a previsão é de que o problema persista ainda este mês. Em ambos os rios, já não há mais água vazando por sobre as barragens de captação.

Na estação de captação do rio Pilões a redução no volume de água preocupa - Divulgação/ND
Na estação de captação do rio Pilões a redução no volume de água preocupa - Divulgação/ND



No caso do rio Cubatão, o nível divulgado na última sexta-feira era de 89 centímetros, sendo que a situação considerada de normalidade do manancial situa-se na faixa de 92 centímetros e até 500 centímetros. Já o rio Vargem do Braço, popularmente conhecido como Pilões, mantém 99 centímetros de água, índice que também é considerado de alerta.

Apesar disso, o engenheiro e gerente de Políticas Operacionais da Casan, Rodrigo Maestri, reforça que não há desabastecimento. Segundo ele, a produção de água a partir dos mananciais vem sendo mantida, muito embora a chuva não tenha aparecido em volumes consideráveis. “Por isso nosso apelo a todos para fazer uso da água sem desperdício. Os dois rios importantes na região estão sofrendo com a escassez de chuva. Monitoramos diariamente esses números. O que ressaltamos é que conseguimos manter o abastecimento normal, captando 100% do necessário. Pedimos o apoio para economia”, continua. Ele acrescenta que os investimentos realizados nos últimos têm contribuído em muito com a garantia do abastecimento da população.

Além da Grande Florianópolis, outras regiões de Santa Catarina foram afetadas pela falta de chuva. Segundo a Epagri (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural do Estado), 11 rios estão em situação de emergência e oito na categoria de alerta. Os mananciais de Forquilhinha, Meleiro, Chapadão do Lageado, São João Batista, Orleans, São Martinho, Tangará, Rio das Antas, Concórdia, Camboriú e Passos Maia são os que apresentam a pior situação.

Chuva forte só em outubro

A condição de estiagem registrada em todo o Estado deve continuar pelo menos,até o final de setembro, segundo a Epagri/Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina).Mesmo com previsão indicando chuva no próximo final de semana e nos dias 29 e 30 deste mês, um grande volume só deve ser registrado a partir de outubro.

O meteorologista, Clóvis Roberto Levien Correa destaca que para os próximos dias deve ocorrer algumas pancadas de chuva, mas pouco significativas. “Não serão volumes maiores e é justamente este o problema. São praticamente 15 dias nessa situação. O Rio Grande do Sul sofre e nosso Estado também”, diz.

Correa relata que a estiagem é apenas um período que faz parte do ciclo hidrológico. “Ano passado lembro que não foi tão crítico como agora. Em 2016 tivemos registro de estiagem no mês de agosto, foi bastante seco, mas depois voltou ao normal. Nossa expectativa é com outubro, para que a chuva fique dentro da média”, comenta.

De acordo com o meteorologista, a Epagri está realizando monitoramentos constantes e no final deste mês deve fazer uma nova avaliação para verificar como ficará a condição de chuva a partir de outubro.

O que fazer para economizar
Veja dicas de consumo consciente de água

Tome banhos rápidos e feche o chuveiroao se ensaboar;
Feche a torneira ao escovar os dentese ao fazer a barba;
Não lave a louça com água corrente;
Não lave roupa com água corrente;
Só ligue a máquina de lavar louça ou a de lavar roupa com capacidade total;
Não use água como vassoura. Em calçadas e áreas pavimentadas, primeiro varra a sujeira, depois lave com um balde;
Não use mangueira, mas balde e pano para lavar o carro;
Reaproveite a água usada para outros fins, como lavar calçadas;
Molhe o jardim com regador, sempre ao amanhecer ou à noite, assim elas aproveitarão melhor a água;
Não jogue água nas ruas: água não é pavimentação;
Regule a válvula de descarga: esse cuidado pode reduzir o consumo pela metade.

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