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Faixas de pedestres sem manutenção trazem risco a usuários em Florianópolis

Dispositivos de segurança previsto no Código de Trânsito Brasileiro estão apagados, falhados ou foram pintados de maneira improvisada pelos bairros da capital catarinense. Município pinta 40 por mês

Michael Gonçalves
Florianópolis
02/09/2018 às 21H58

Apagadas, falhadas ou pintadas de maneiras improvi­sadas. Esses são exemplos das faixas de pedestres em alguns bairros de Florianópolis. Para a segurança de motoristas e de pedestres, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) prevê entre as sinalizações horizontais a pintura das travessias. O enge­nheiro eletricista aposentado João Batista França de Prado, 64, morador do Pantanal, recla­ma da falta de pintura na Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

Na Rua Vera Linhares de Andrade, bairro Córrego Gran­de, os moradores improvisaram uma faixa à frente de um co­légio utilizando spray. O Diope (Diretoria de Operação do Sis­tema Viário) informa que faz a pintura de cerca de 40 faixas de travessia de pedestres por mês.

Faixas de pedestres em bairros de Florianópolis estão apagadas e geram perigos - Daniel Queiroz/ND
Faixas de pedestres em bairros de Florianópolis estão apagadas e geram perigos - Daniel Queiroz/ND

Na Deputado Antônio Edu Vieira, todas as sinalizações ho­rizontais estão apagadas, desde a faixa de pedestres à linha que divide as pistas. “Não existe si­nalização horizontal aqui, por­que as faixas estão falhadas e não há divisão das pistas de ro­lamento. Isso é prejudicial para quem é motorista e pedestre, porque as sinalizações são as responsáveis pela convivência pacífica no trânsito”, afirma o aposentado João Batista.

Segundo o Conatran (Con­selho Nacional de Trânsito), as faixas devem ser utilizadas em locais com semáforos ou não, onde o volume de pedestres é significativo. A legislação pre­vê o dispositivo de segurança nas proximidades de escolas ou polos geradores de viagens, em meio de quadra ou onde estudos de engenharia indica­rem a necessidade.

No Itacorubi, o professor Daniel Ribeiro, 37, atravessa a Rua Vera Linhares de Andrade, onde a sinalização desapareceu pela falta de manutenção. “In­felizmente, o mesmo problema acontece em vários pontos da cidade. Na Lagoa da Conceição e na Barra da Lagoa também, onde costumo andar com mais frequência”, lamenta.

O CTB estabelece no artigo 70 que os pedestres atravessan­do a via sobre as faixas delimi­tadas terão prioridade de pas­sagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as pre­ferências da sinalização.

Morador faz o trabalho da prefeitura com um “spray”

No bairro Córrego Grande, um morador não esperou pela ação do po­der público em um trecho na Rua Vera Linhares de Andrade. Um dos muitos recapeamentos encobriu a metade de uma faixa de travessia que fica à frente de uma escola particular, com os alu­nos dos ensinos fundamental e médio, e uma pessoa reproduziu os dispositivos de segurança com um “spray”.

A secretária escolar Elizabete Motta Torres disse que a pintura foi realizada há poucas semanas. “No primeiro mo­mento demos risadas, mas a faixa de pedestres é fundamental. Graças a Deus nunca tivemos casos mais graves, mas os sustos são frequentes. Quanto me­lhor for a sinalização, menor é o risco de um acidente”, destaca Elizabete.

Na Rua Delfino Conti, na Trindade, duas faixas vizinhas estão apagadas nas proximidades de uma agência do Banco do Brasil. “Parece que se esqueceram das sinalizações e das rampas de acessi­bilidades prometidas na campanha. No Centro mesmo, várias ruas estão com as faixas apagadas pelo tempo”, comenta o engenheiro civil Guilherme Schmidt, 32.

 

Prioridade para escolas, creches e unidades de saúde

O diretor do Diope (Diretoria de Operação do Sistema Viário), Fabrício Justino, informou que a prefeitura faz uma média de 40 pinturas de faixas por mês. Normalmente, o serviço é realiza­do durante as madrugadas. O diretor informou que há uma determinação para priorizar os locais próximos as es­colas, postos de saúde e creches.

“Estamos pintando 22 ruas no Con­tinente, porque acabamos de realizar a pintura em oito ruas ao entorno da UFSC. Recebemos uma demanda enor­me e vamos ao local para definir as prioridades, que são também as esco­las, as creches e as unidades de saú­de. Tanto que acabamos de colocar uma lombo-faixa à frente do posto do Pantanal”, lembra.

O CTB prevê que o cidadão pode fa­zer a solicitação para a autoridade de trânsito, que deve responder sobre a re­alização ou não do pedido em um prazo aceitável. “Vamos incluir essas solicita­ções para a segunda semana de setem­bro”, promete o diretor.

Os locais

Rua Delfino Conti, Trindade (Banco do Brasil da UFSC);

Rua Deputado Antônio Edu Vieira, Pantanal (frente do nº 1.524);

Rua Vera Linhares de Andrade, Córrego Grande (escola da Ilha);

Rua Vera Linhares de Andrade, Itacorubi (esquina com SC-404).

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