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Exclusivo: Presidente eleito Jair Bolsonaro concede entrevista à RICTV nesta quarta-feira

A entrevista conduzida pelo repórter Eduardo Ribeiro será transmitida no Cidade Alerta SC

Redação ND
Florianópolis
14/11/2018 às 21H11

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) concedeu uma entrevista exclusiva à RICTV Record na manhã desta quarta-feira (14). Conduzida pelo repórter Eduardo Ribeiro, a conversa foi transmitida no programa Cidade Alerta SC no início da noite e tratou de assuntos polêmicos e novidades anunciadas nos últimos dias.

Entre os assuntos abordados estão a investigação da Procuradoria-Geral da República envolvendo o futuro ministro Onyx Lorenzoni, que teria recebido doação da empresa JBS, a articulação com a Câmara dos Deputados e o orçamento para segurança pública. Além disso, Bolsonaro falou sobre as mudanças relacionadas ao Ministério do Trabalho.

Confira a entrevista:

Confira os destaques da entrevista 

Eduardo Ribeiro: O fato de a Procuradoria-Geral da República dizer que Onyx Lorenzoni pode ter recebido em caixa 2, em campanhas eleitorais, mais do que admitiu até agora preocupa o senhor?

Jair Bolsonaro: Logicamente, tudo nos preocupa. O que nós pretendemos fazer: uma vez que essa denúncia se torne robusta e transforme aquela pessoa em réu, vamos tomar alguma providência. O Onyx é ciente disso, mas é muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas, por menores que seja. Os menores nós vamos ter que absorver. Agora [quanto ao] problema vultoso você tem que tomar uma providência. Não podemos ter um governo com pessoas de forma contundente, que por ventura tenhamos, a frente de qualquer ministério.

Ribeiro: O senhor teve doações a sua campanha eleitoral que foram apontadas por técnicos como inconsistentes e o senhor está em um momento em que deseja uma diplomação mais cedo do que o normal – e para isso precisa terminar a prestação de contas. Como a sua assessoria jurídica está lidando com isso?

Bolsonaro: Toda a prestação de contas está nas mãos do Gustavo Bebianno. Ele me relatou que alguns documentos estão faltando sim e estão sendo ultimados, e será cumprido o prazo de entrega. É a campanha mais barata na história do Brasil essa nossa, não tem por que ter qualquer divergência por parte da nossa equipe. E espero que tudo saia contento e que as contas sejam aprovadas antes do dia 10.

Ribeiro: A articulação com a Câmara dos Deputados é importante com quais prioridades, na sua opinião?

Bolsonaro: É muito importante ter um bom relacionamento com a Câmara e com o Senado. Obviamente o objetivo é o Rodrigo ter seus interesses e eu ter os meus. Nós não vamos interferir nas eleições para a mesa como um todo, até porque não reunimos a bancada ainda - a bancada só em fevereiro. Esse é o recado que eu vou dar ao Rodrigo Maia, não tenho nada a me opor a ele. Obviamente existem outros candidatos muito bons se lançando e nós vamos esperar a bancada, afinal de contas um presidente não pode se envolver diretamente nessa questão, isso não é bom para o governo.

Ribeiro: [Sobre] os deputados federais que não se reelegeram. O que o senhor espera da boa vontade deles nos dois últimos meses desse ano?

Bolsonaro: O Brasil continua. Estamos todos no mesmo barco, com ou sem mandato. A gente espera que certas pautas não prossigam e outras possam prosseguir, é isso que a gente está pedindo. E temos algumas questões que vamos tratar com o próprio Rodrigo Maia hoje [quarta-feira, 14]. Há um pedido do Moro sobre uma medida provisória, sobre o recurso para a segurança, ela está pra expirar. Se não colocarmos em pauta agora, o Moro começa sem recurso ano que vem para tratar grande parte daquilo que ele pretende fazer, que é o combate à corrupção e o combate ao crime organizado.

Ribeiro: É o principal item da sua pauta com ele?

Bolsonaro: É o principal. Tem outros que você pode deixar acontecer, não justifica às vezes algumas pessoas acharem que devem interferir no orçamento. Você não tem como enxergar do orçamento, mesmo com boa vontade por parte do seu presidente, da comissão... Para tirar alguns milhões de um canto e botar no outro você vai desagradar outros setores e haverá uma gritaria enorme na Câmara. Sabemos como isso funciona e estamos nos preparando para receber o Brasil nessas condições a partir do ano que vem.

Ribeiro: É uma dotação orçamentária para a área de segurança pública ou é dinheiro novo?

Bolsonaro: É um dinheiro novo, outra fonte. Na loteria são fatiados, um percentual vai para cada lugar, e teria agora um percentual a mais para a questão da segurança pública no Brasil.

Ribeiro: Isso já está tramitando na Câmara?

Bolsonaro: Está em medida provisória, tem prazo agora para se expirar e se não for votada ela caduca.

Ribeiro: Qual a mensagem clara em relação à pasta do trabalho, que ontem [segunda-feira, 13] o senhor disse que não perde o status de ministério?

Bolsonaro: A legislação trabalhista está preservada, não interessa se vai ter o status de ministério. Você pode botar o ministério disso, disso e trabalho. Ou botar como uma secretaria embaixo de um ministério qualquer, não influencia absolutamente nada. Agora todo mundo sabe que esse ministério foi largamente usado para ações não republicanas ao longo dos últimos anos. É um festival de denúncias em cima desse ministério, que faz de tudo, menos se preocupar com o trabalho.

Ribeiro: O ministério do Trabalho, com a organização que tem hoje, vai deixar de existir?

Bolsonaro: Vai ser diminuído, não há a menor dúvida disso. E não é apenas para enxugar ministério, é para que ele se coloque em um local que ele merece ser colocado, com a fiscalização rígida em cima dele e pessoas técnicas para botar para funcionar.

Ribeiro: [Então] ele vai ser incorporado a outra pasta. O senhor defendeu ontem [segunda-feira, 13] que não seja do [Ministério da] Indústria e Comércio, que já está com Paulo Guedes, mas esse desenho vai ficar claro?

Bolsonaro: Vai ficar claro. Vou conversar com Onyx, que e está coordenando isso aí, como outras pessoas, para a gente definir de uma vez por todas essa situação - ter status de ministério ou não.

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