Publicidade
Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 19º C

Ex-prefeito de Canelinha e ex-secretário regional de Brusque tem bens bloqueados

Eles são acusados de fraudar licitações realizadas em benefício do Campeonato Brasileiro de Motocross, em 2014

Brunela Maria
Canelinha
12/10/2017 às 09H57

Apontados pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) como beneficiários de fraude em licitações para prestação de serviços ao Campeonato Brasileiro de Motocross, realizado em Canelinha, em 2014, o ex-prefeito Antônio da Silva e o ex-Secretário de Desenvolvimento Regional de Brusque, Jones Bósio, tiveram seus bens bloqueados após uma medida liminar, concedida em ação civil pública pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque, no Vale do Itajaí. O promotor de justiça Daniel Westphal Taylor, denunciou que aproximadamente R$ 150 mil foram desviados dos cofres públicos por meio de fraudes em benefício de Silva e Bósio, num esquema com a colaboração de outros réus.

Bósio e Silva durante encontro à época em que Silva era prefeito - Divulgação/ND
Bósio e Silva durante encontro à época em que Silva era prefeito - Divulgação/ND


Na ação, ele revelou que, em 2014, por ordem do então secretário Jones Bósio, o gerente de Cultura e Esportes, Carlos Arnoldo Queluz, promoveu três licitações, todas na modalidade convite, para prestação de serviços para o Campeonato Brasileiro de Motrocross. Duas das licitações, sendo uma para segurança, limpeza e outra para fornecimento de equipamentos -, no valor de R$ 75 mil cada uma, foram vencidas pelo Instituto Catarinense de Moda. Além do vencedor, participaram do certame Valtrudes Rau Queluz e Associação Esportiva Óleo Grande.

"Era tão indiscreta a manipulação das licitações que Valtrudes Rau Queluz é ninguém menos que a mãe de Carlos Arnoldo Queluz. Por outro lado, Carlos era um dos fundadores e integrantes da Associação Esportiva Óleo Grande", informa Taylor. Ainda segundo a denúncia, esse instituto jamais prestou os serviços - todos executados, ao final, pela Federação Catarinense de Motociclismo. A licitação só teria servido como instrumento de repasse ilícito dos valores, destinando, por intermédio do secretário executivo, Rosenildo Amorim, R$ 150 mil ao então prefeito de Canelinha, Antônio da Silva. Amorim é atualmente o secretário de Administração e Finanças na Prefeitura de Tijucas e informou que não vai se manifestar sobre o assunto. O Prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) tem conhecimento do caso, segundo informou a assessoria de imprensa.

Terraplanagem não foi realizada

Conforme o Ministério Público, a terceira licitação para o serviço de terraplanagem e construção da pista, no valor de R$ 150 mil, foi vencida pela empresa CR Artefatos, de propriedade dos filhos de Vendelino Raimondi. O MP apurou que a empresa não executou o serviço e apenas forneceu uma nota fiscal, por meio de seu representante, servindo como meio do dinheiro chegar às mãos de Antônio da Silva. No esquema, o ex-prefeito se beneficiou com um valor totalizando R$ 300 mil. Desse total, cerca de R$ 150 mil foram repassados posteriormente à Federação Catarinense de Motociclismo e R$ 50 mil entregues a Bósio, de acordo com as investigações. O ex-prefeito não foi encontrado ontem para falar sobre o assunto.

O ex-secretário regional de Brusque acusa o promotor responsável pelo caso de perseguição. “Ele me persegue, tenho várias denúncias que provei que obras foram executas e eventos foram realizados, mas nada serve pra ele”, contou. Segundo ele, as verbas vieram da Capital e apenas passaram pela SDR, sem interferência local. “Pra esse promotor tudo é fraude. Pode quebrar meu sigilo, não vai achar nada”, garantiu.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade