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Ex-governador ganha fôlego com arquivamento de processo que apurava delação premiada

Justiça arquivou denuncia da Procuradoria Geral da República contra Colombo e ex-secretário da Fazenda

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
16/07/2018 às 18H20

Pré-candidato ao Senado, o ex-governador Raimundo Colombo ganhou fôlego nas próximas eleições com a decisão do arquivamento do processo que investigava a delação premiada do executivo da empresa JBS, Ricardo Saud. Nesta segunda-feira, o juiz Fernando Vieira Luiz, da segunda vara criminal de Florianópolis, aceitou a recomendação feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, que considerou “sem justa causa” a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra o ex-governador e o ex-secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni.

Feliz com a decisão da Justiça, Colombo aproveitou para agradecer a todos apoiadores. “Hoje é um dia muito especial na minha vida e eu quero agradecer a todas as pessoas que confiaram em mim, que acreditaram em nós e que defenderam a gente em momentos difíceis de pessoas que nos acusaram”, declarou o ex-governador, que esteve em Blumenau ontem à tarde.

De acordo com Colombo, a recomendação do MP-SC e o arquivamento do processo apenas reiteraram a crença na democracia e na Justiça. “Isso para mim, como cidadão, como homem público, aumenta a minha fé na Justiça, aumenta a minha esperança na democracia”, relatou.

O ex-governador reconhece que o processo também trouxe prejuízos para a imagem, mas mantém o otimismo para prosseguir na vida pública. “É claro que quando você joga um saco de penas do alto de uma torre, nunca mais junta todas elas. Mas a vida pública impõe esses desafios e acho que temos que superar”.

Em viagem, o ex-secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, enviou nota através de assessoria de imprensa. “Estou muito feliz com essa notícia. Agradeço à Procuradoria-Geral de Justiça e ao Ministério Público Estadual pelo profissionalismo e a todos que confiaram em mim. Saí voluntariamente do governo para provar minha honestidade e a verdade por fim apareceu”.

 

Governador Raimundo Colombo - Daniel Queiroz/ND
Raimundo Colombo - Daniel Queiroz/ND



Delação foi feita em maio de 2017

O ex-governador e o ex-secretário da Fazenda foram citados pelo executivo da JBS, Ricardo Saud, em acordo de delação premiada feito em 5 de maio de 2017. Colombo e Gavazzoni foram acusados de receber R$ 10 milhões em propina da empresa para realizar a licitação de venda da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento). Deste total, R$ 8 milhões teriam ido para o PSD para a campanha do ex-governador. O parecer da promotora Rosemary Machado Silva, com 14 páginas, que recomendou o arquivamento, conclui que a narrativa de Saud não sobrevive à contextualização dos fatos.

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) recebeu oficialmente no dia 21 de maio o ofício do ministro Luis Felipe Salomão em que encaminhou os autos da ação que investigava o ex-governador Raimundo Colombo por supostas doações eleitorais não registradas nas campanhas de 2010 e 2014. Sete dias depois, o presidente do TRE, desembargador Ricardo Roesler, despachou internamente para que o processo passasse a tramitar em uma das três zonas eleitorais de Florianópolis. A Procuradoria Regional Eleitoral deu parecer favorável à tramitação do processo em Santa Catarina diante da perda de foro privilegiado de Colombo. Ele deixou o governo do Estado oficialmente em abril deste ano.

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