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Ex-assessor de Temer, Rocha Loures fica em silêncio em depoimento na PF

Ele foi convocado para depor no inquérito em que é investigado pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
09/06/2017 às 19H00
Deputado afastado Rodrigo Rocha Loures - Janine Moraes/Arquivo/Agência Câmara
Deputado afastado Rodrigo Rocha Loures - Janine Moraes/Arquivo/Agência Câmara


MÔNICA BERGAMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures ficou em silêncio na Polícia Federal nesta sexta-feira (9). Ele foi convocado para depor no inquérito em que é investigado pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha.

Loures foi gravado pela JBS recebendo em São Paulo uma mala de R$ 500 mil. Os executivos da empresa afirmaram, em delação premiada, que o dinheiro era propina destinada também ao presidente Michel Temer.

Loures era homem de confiança do presidente, que o indicou a Joesley Batista, da JBS, como interlocutor.

O advogado Cezar Bitencourt, que defende Loures, afirma que o ex-parlamentar só foi preso para delatar. Ele considera a detenção "equivocada, desnecessária e fundamentada, pelo digno ministro Edson Fachin, em fato errado".

Segundo ele, Fachin "afirmou em sua decisão que Rodrigo Rocha Loures praticava crimes há algum tempo com Joesley e que havia indícios que prosseguiria. Sua excelência não ouviu o áudio da ilegal gravação do presidente Temer feita delator Joesley. Nesse áudio o delator afirma, claramente, que não conhece Rodrigo, que com ele não tem relação e, ainda que o conheceu no dia 6 de março!

Então, como afirmar-se que praticava crimes a tempo?", questiona Bitencourt.

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