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Estudantes pedem intervenção do MEC em faculdade de Porto Belo

Universitários estão preocupados com a continuidade das aulas devido à crise financeira da Fapag

Everton Palaoro
Porto Belo
01/06/2018 às 10H31

Os estudantes da FAPAG (Faculdade Porto das Águas), em Porto Belo, solicitaram que o MEC (Ministério da Educação) realize a intervenção na instituição. O pedido foi feito por integrantes do DCE (Diretório Central de Estudantes), por intermédio do deputado estadual Pedro Baldissera. O parlamentar propôs uma moção junto aos colegas pedindo a vinda da fiscalização.


Ao todo, 175 universitários convivem com a incerteza de concluir a graduação. A troca de proprietários e a crise financeira deixaram a faculdade sem controle. A crise já dura dois anos.
O estudante do curso de Educação Física, João Medeiros, diz que muitos colegas trancaram a matrícula devido ao cenário nebuloso da instituição. Entretanto, ele não quer seguir o mesmo caminho. “Queremos nos formor, mas se mudarmos de faculdade, perderemos muitas matérias da grade. Eu estou no quinto período. Se for para outra instituição, voltarei para o terceiro”, projetou.


Na faculdade, funcionários e professores também estão sem comando. Na quarta-feira, a reportagem conversou com uma funcionária na secretaria da Fapag. Ela não quis se identificar, pois estava demitida. Segundo ela, um novo interventor assumiu o controle e demitiu funcionários, pelo menos temporáriamente. “Estou aqui pela instituição. Estamos preparando toda a documentação. Na segunda-feira teremos a visita do MEC”, adiantou.


A funcionária explicou ainda que a vistoria do ministério deverá avaliar se a Fapag manterá o registro junto ao Ministério da Educação.

Novo proprietário foi preso quatro dias após assumir instituição

O novo proprietário da Fapag , André Luiz de Ambrósio Pinto, foi preso no dia 15 de maio dentro da universidade. Ele é acusado de estelionato. A ordem de prisão foi do juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca do município de Itamaraju, na Bahia. De acordo com o processo, ele teria se passado por empresário e dono de outras faculdades para comprar o CESESB (Centro de Ensino Superior do Estremo Sul da Bahia). O caso ocorreu em 2007.


Após a prisão a defesa do acusado entrou com um habeas corpus, mas, o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia. O desembarcagor Francisco de Oliveira Bispo manteve o mandado de prisão preventiva. O novo gestor não é réu primário e isso pode ter colaborado para a decisão do magistrado. André foi levado ao Presídio Regional de Tijucas.

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