Publicidade
Segunda-Feira, 17 de Dezembro de 2018
Descrição do tempo
  • 32º C
  • 22º C

Estiagem prolongada deixa Grande Florianópolis em alerta

Não chove de maneira significativa há 35 dias; previsão é que situação seja amenizada a partir de setembro

Everton Palaoro
Tijucas
17/08/2018 às 09H16

A estiagem prolongada reduziu drasticamente o nível dos rios utilizados para captação de água para o abastecimento da Grande Florianópolis. Em Tijucas, por exemplo, a situação é de alerta máximo, já que o principal ponto está quase seco. Segundo a Epagri, o nível do local de capatção de água em Palhoça também está em situação de emergência. O rio Pilões abastece também Florianópolis e São José.

Captação de água em Tijucas está com pior nível desde 2003 - SC Drones/Divulgação/ND
Captação de água em Tijucas está com pior nível desde 2003 - SC Drones/Divulgação/ND



O operador Clenio dos Santos, 54 anos, atua há duas décadas no sistema de captação do bairro Itinga. Desde 2003 ele não via o rio com níveis tão baixos. “Já tivemos secas, mas como essa não. Já enfrentamos problemas no abastecimento. Estamos reduzindo os desperdícios. Nossa expectativa é que chova na semana que vem”, contou.

O pesquisador de hidrologia do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia), Guilherme Miranda, explica que a neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña contribui para a estiagem. “Não chove de maneira distribuída desde o dia 12 de julho. Semana que vem deve chover, mas não o suficiente”, alertou.

Conforme Guilherme, a tendência é que a situação seja normalizada apenas em setembro. Além de Tijucas, Palhoça está enfrentando a escassez. “Estamos com problemas no ponto onde a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) capta água”, destacou.

Racionamento não está descartado

O presidente do Samae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Tijucas), Jilson José de Oliveira, pediu que a população de Tijucas economize água. Inclusive, o presidente não descarta o racionamento de água caso a estiagem continue.

Segundo ele, “todas as medidas possíveis estão sendo adotadas para minimizar os efeitos da estiagem, porém, somente com a normalização do volume de chuvas teremos resultados mais eficazes. Por isso a importância deste alerta e da conscientização das pessoas para a falta de água que é inevitável em situações como esta”.

Oliveira diz que planeja ações para resolver o assunto definitivamente. “O Samae de Tijucas busca uma nova alternativa para captação. Essa água será captada do rio Tijucas. Vamos sanar esse problema grave que temos na cidade”, projetou.

Casan monitora a situação

A Casan informou que tem monitorado frequentemente o nível dos rios e que até o momento não há risco de faltar água. Segundo a empresa, os investimentos feitos em reservatórios permite que a companhia enfrente melhor os períodos de estiagem.  No caso de Palhoça, a Casan informou que continua enviando os volumes de água referentes ao contrato.

Como forma de aumentar a capacidade de enfrentar períodos prolongados sem volumes significativos de chuva, a Casan enviou há três semanas comunicado para os consumidores. Entre as medidas sugeridas para o consumo consciente estão a orientação de não lavar carros e calçadas.

Publicidade

1 Comentário

Publicidade
Publicidade