Publicidade
Domingo, 18 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

Esperidião Amin: "Estaria com remorso se não tivesse participado"

Catarinense avalia participação na disputa pela presidência da Câmara

Daiana Constantino
Florianópolis

Único catarinense a disputar a presidência da Câmara dos Deputados, Esperidião Amin, sai do processo eleitoral consciente da importância de sua participação. O pepista reconheceu que a candidatura avulsa e o pouco tempo para articulação em busca de apoios e de votos prejudicaram o desempenho na corrida.

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados/ND
Amin recebeu 36 votos e ficou em quinto lugar

 

Segundo o parlamentar, o desafio do novo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o mandato-tampão até fevereiro de 2017, é trabalhar para recuperar a credibilidade da Câmara, abalada com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Não chegamos a essa crise por castigo de Deus, mas por falha nossa”, avaliou Amin, que participou ontem da reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em que foi decidido pela votação da cassação de Cunha em plenário.

Na eleição da presidência da Câmara, Amin ficou em quinto lugar, com 36 votos. No segundo turno, o pepista apoiou Rogério Rosso (PSD-DF), que perdeu a disputa. 

Como o senhor avalia o resultado da eleição para presidência da Câmara? 

Minha avaliação é fundamentalmente política. Faltaram muitos votos. Estou com minha consciência absolutamente tranquila, porque fiz o que havia proposto. Era participar. Levei alternativa. Mas não me articulei. Mesmo para eleição solteira havia necessidade de articulação com antecedência. Ficou evidente que Maia começou articular a disputa há três meses. Não me omiti. Estaria com remorso se não tivesse participado. Estou absolutamente confortável pela participação e testemunhos. 

O que espera de Maia no comando da Casa?

Maia ganhou legitimamente. O país e a Câmara estão em situação graves. A Câmara é um caso emblemático desta gravidade. 

Qual era o objetivo da sua candidatura?

Fui candidato para contribuir para que a Câmara e o país saiam desta situação em que se encontram. Propus minha candidatura para mudar o metabolismo do processo. Se não tivermos autocrítica, não vai ser Deus que vai nos ajudar. 

Em quem o senhor votou no segundo turno da eleição?

Acompanhei orientação da liderança da bancada. Votei em Rogério Rosso.  

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade