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Resgate de baleia presa em rede de pesca será retomado nesta quinta-feira no Sul da Ilha

Filhote, que tem entre cinco e seis metros, foi avistado por pescadores no Pântano do Sul

Redação ND
Florianópolis
22/08/2018 às 19H35

Equipes de resgate deram início na tarde desta quarta-feira (22) à preparação para o salvamento do filhote de baleia-franca que ficou preso em uma rede de pesca no Pântano do Sul, região Sul da Ilha de Santa Catarina, pela manhã. De acordo com informações da bióloga e diretora de pesquisa do IA (Intituto Australis), Karina Groch, a remoção da rede e o resgate da baleia seguem normas internacionais e devem começar de forma efetiva na manhã desta quinta-feira (23).

Filhote foi avistado preso em rede de pesca nesta quarta-feira - Divulgação
Filhote foi avistado preso em rede de pesca nesta quarta-feira - Divulgação


As equipes ficaram no local até por volta das 17h, avaliando o cenário. “Hoje não fizemos nenhuma tentativa de resgate, porque vimos que a situação não é simples”, informou Karina. “Um dos problemas é a quantidade de redes e outro é o comportamento da mãe, que pode chegar a 14 metros de largura e está por perto”, disse. Outra questão é o deslocamento dos animais.

O primeiro protocolo seguido, segundo Karina, é não entrar na água ou envolver mergulhadores. “A técnica desenvolvida envolve trabalhar em cima da água, direto da embarcação”, garante Karina. “Isso garante a segurança das pessoas que estão trabalhando”.

“Não sabemos quanto tempo esse filhote vai conseguir permanecer vivo, pois não sabemos se a mãe consegue amamentá-lo”, explicou a bióloga. Mesmo sem ser amamentado, o mamífero, que tem entre cinco e seis metros, tem chance de sobreviver. “Ele é bem gordinho e está bem sadio”, adiantou.

Equipes do IA, da APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca, da Associação R3 Animal e do Corpo de Bombeiros Militar foram ao local para tentar soltar o animal marinho. Uma equipe da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), que também faz parte do protocolo de encalhe formado por equipes treinadas para este tipo de ocorrência, também esteve no local. A baleia foi avistada inicialmente por pescadores, que acionaram a Associação R3 Animal através do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos).

A época natural de reprodução das baleias que vêm à região costuma ocorrer de julho a novembro, mas este ano começou um mês mais cedo. Segundo Karina, há uma grande quantidade de baleias no litoral catarinense. “Na região central da APA-BF, que compreende Garopava, Imbituba e Laguna, contabilizamos cerca de 60 baleias há duas semanas, o que é um número expressivo”, afirmou.

A região da praia do Pântano do Sul faz farte da APA-BF e o protocolo de desencalhe foi desenvolvido a partir de experiência adquirida em quatro desencalhes com êxito no território da APA-BF. O protocolo é utilizado nacionalmente e divulgado internacionalmente.

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

>> Filhote de baleia-franca fica preso em rede de pesca no Sul da Ilha, em Florianópolis

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