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Epagri lança seu primeiro arroz especial para preparo de risotos em Itajaí

Variedade é considerada especial para confecção do prato por suas características peculiares, como o formato e a textura

Redação ND
Florianópolis
19/02/2018 às 23H12

A Epagri lança nesta quinta-feira (22), em Itajaí, o seu primeiro cultivar de arroz especial para preparo de risotos: o SCS123 Pérola. O lançamento ocorre na EEI (Estação Experimental da Epagri em Itajaí), onde além de uma sessão solene, estão programadas visita ao campo de cultivo e uma atividade técnica. O arroz Pérola vem sendo desenvolvido pela Epagri desde 2007. Ele é especial para confecção de risotos por suas características peculiares, como o formato e a textura, que o tornam mais capaz de absorver sabores adicionados no preparo culinário.

O arroz Pérola vem sendo desenvolvido pela Epagri desde 2007 - Epagri/Divulgaçã/ND
O arroz Pérola vem sendo desenvolvido pela Epagri desde 2007 - Epagri/Divulgaçã/ND


O novo cultivar da Epagri é também mais produtivo que os outros especiais para risotos. Ester Wickert, pesquisadora da EEI e uma das responsáveis pelo trabalho, conta que arrozes para risoto costumam produzir quatro toneladas por hectare. “Normalmente os grãos especiais têm menor produtividade”, explica ela. Já o Pérola apresentou produtividade média de dez toneladas por hectare nos experimentos realizados em diversas regiões produtoras de Santa Catarina.

Tamanha produtividade se deve, entre outros fatores, à arquitetura mais moderna da planta, que é mais baixa, tem maturação uniforme e bom perfilhamento. As plantas de arquitetura convencional, mais altas e com panículas mais abertas, estão mais sujeitas à queda e ao ataque de pássaros, por exemplo. Além de ser mais produtiva, a arquitetura do cultivar Pérola permite a automatização da colheita, relata Ester.

Risoto de ostras é um dos pratos criados para a festa este ano - Marco Santiago/ND
Outra vantagem para o produtor é o grande valor agregado de arrozes especiais para risotos - Marco Santiago/ND


Outra vantagem para o produtor é o grande valor agregado de arrozes especiais para risotos. Enquanto o consumidor compra 1kg de arroz branco comum pelo valor médio de R$ 2,50, a mesma quantidade do especial pode chegar a R$ 12. O produtor já estabelecido de arroz comum que queira plantar o Pérola não vai precisar fazer nenhuma adaptação no seu modo de produção, já que o manejo das duas plantas é idêntico. Só vai precisar encontrar mercado para escoar seu produto diferenciado.

Ainda neste ano, a Epagri realizará uma chamada pública para definir a empresa que vai multiplicar a semente do arroz Pérola, para que o agricultor possa plantar o novo cultivar. A expectativa de Ester Wickert é que, na safra de 2019, ele esteja sendo cultivado para chegar à mesa dos catarinenses a partir de 2020.

Outros cultivares

Ao longo de sua história, a Epagri já desenvolveu 30 cultivares de arroz, 23 deles lançados especificamente para as condições de Santa Catarina. Destes, 12 seguem com recomendação de cultivo, já que os mais antigos acabam se tornando obsoletos com o desenvolvimento de novas pesquisas.

No Estado, 80% das lavouras de arroz utilizam cultivares desenvolvidos pela Epagri. As sementes do grão desenvolvidas pela empresa também são cultivadas em outros Estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Alagoas, Goiás e Tocantins – e até em outros países, entre eles Argentina, Bolívia e Paraguai.

A Epagri faz pesquisas para desenvolvimento de cultivares especiais de arroz desde 1995. Além do Pérola, já foram lançados nessa linha o Rubi (vermelho) e o Ônix (preto). O próximo desafio, em que os pesquisadores da EEI já trabalham, é lançar um arroz especial aromatizado, muito utilizado na culinária tailandesa.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz no país. O Sul do estado é a principal região produtora (61,9%), seguido pelo Médio/Baixo Vale do Itajaí, Norte catarinense, Alto Vale do Itajaí e Litoral-Centro. Atualmente, mais de 30 mil pessoas dependem economicamente desta atividade no Estado.

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