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Enrocamento de R$ 180 mil começa a ser construído no Morro das Pedras, em Florianópolis

Prevista para durar um mês, a obra de colocação de 2.500 m³ de pedras está sendo executada pela empresa Britagem Vogelsanger. Muro de pedras deve ter quatro metros de altura e 120 metros de extensão

Michael Gonçalves
Florianópolis
16/10/2017 às 17H04

Para preservar a SC-406 e uma adutora da Casan responsável pelo abastecimento de 150 mil pessoas no Sul e Leste da Ilha, em Florianópolis, um enrocamento começou a ser construído na praia do Caldeirão do Morro das Pedras. Prevista para durar um mês, a obra de colocação de 2.500 m³ de pedras de granito está sendo executada pela empresa Britagem Vogelsanger pelo valor de R$ 180 mil. A erosão provocada é consequência de uma série de ressacas na Ilha. O fenômeno começou em maio nas praias do Norte da Ilha e atingiu forte a praia do Caldeirão no início de setembro.

A expectativa é que a obra termine em um mês - Flávio Tin/ND
A expectativa é que a obra termine em um mês - Flávio Tin/ND



O objetivo é construir o enrocamento, que se trata de um muro de pedras, com quatro metros de altura em uma extensão de 120 metros. O superintendente regional do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), Cléo Quaresma, pediu para a empresa acelerar o serviço. “Fiz a solicitação para que o trabalho siga sem interrupções até conseguirmos montar uma proteção primária. A obra consiste em colocar as pedras para conter o avanço do mar. É uma obra paliativa”, informou Quaresma.

O diretor da Britagem Vogelsanger, André Vogelsanger, explicou que as pedras são transportadas de uma jazida em Palhoça. São 15 caminhões que transportarão as pedras até o Sul da Ilha. Em média, cada caminhão transporta 10 m³ por viagem.

O fenômeno da natureza, que é consequência da maré alta e das ondas provocadas pelos ventos, acabou com a faixa de areia no Caldeirão e também deixou um rastro de destruição em outras praias. A força do mar fez as pedras cederem à distância de um metro do acostamento. “Não estamos tranquilos, porque é uma obra emergencial, mas estamos menos apavorados. Aguardamos um plano estratégico do governo, porque a erosão costeira é um fenômeno global e passível de solução”, cobrou o presidente da Associação Comunitária do Morro das Pedras, André Luiz Vieira.

Mar invadiu 15 mil m² de restinga no Caldeirão

O início da colocação das pedras foi acompanhado por técnicos da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente). Para o diretor da unidade de conservação da Lagoa do Peri, Mauro Costa, cerca de 15 mil m² de restinga sumiram com o avanço do mar. Ele destacou que a parte da vegetação atingida descobriu uma composição mais antiga. “A praia é um ambiente vivo em movimento e não sabemos o que o enrocamento pode provocar. Percebemos que a turfa [massa de tecido de várias plantas produzida por lenta decomposição] está à mostra e sem a presença de conchas”, disse. Costa informou ainda, que no ponto mais crítico, o mar avançou 50 metros sobre a restinga, sem contar a faixa de areia.

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