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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Empresária de gigante do varejo deixa mensagem de otimismo em Santa Catarina

Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, falou com empresários catarinenses em evento do Lide SC

Hyury Potter

Quando a economia vai mal, ela prefere ser a pessoa que pensa na solução, e não no problema. É com essa motivação que a empresária Luíza Helena Trajano conseguiu construir o grupo Magazine Luiza, gigante do varejo que possui mais de 700 lojas no Brasil. A mensagem de otimismo e o conhecimento sobre o mercado varejista no país foram os dos principais atrativos da palestra oferecida durante o almoço do Lide SC (Grupo de Líderes Empresariais de Santa Catarina) ontem, no CentroSul, em Florianópolis.  

Rosane Lima/ND
Luiza garante que é otimista com relação ao Brasil

Luiza Helena Trajano deixou bem claro como prefere olhar o cenário econômico: pelo lado positivo. “Muitas pessoas repetem que os negócios não vão bem por causa da economia e que alguns setores tiveram perdas. No entanto, outros conseguiram crescer. Nos últimos 15 anos a renda do trabalhador dobrou e o desemprego diminuiu. Só gasta quem tem dinheiro no bolso”, disse.

Para Wilfredo Gomes, presidente do Lide SC, o discurso da presidente do Magazine Luiza é um conselho valioso não apenas para quem trabalha diretamente com o setor de varejo. “A Luiza traz um otimismo que todos nós precisamos ouvir, principalmente quando a economia não vai tão bem. Ela tem uma dinâmica de acreditar que algo vai dar certo e isso a destacou no mercado”, afirmou.

Um dos maiores representantes catarinenses do varejo, o empresário Antônio Koerich esteve presente no almoço e falou sobre o próximo evento que deve aquecer o setor. “A Copa do Mundo será importante, especialmente a venda de televisores. Mas o varejo precisa estar preparado para todas as datas. Por exemplo, temos também o Dia dos Namorados este mês. Está há 59 anos no mercado e a cada dia precisamos renovar as nossas atividades para continuar competindo”, ensinou.   

A palestra da empresária Luiza Helena Trajano fez parte de mais uma edição do almoço-debate, organizado pelo Lide SC. O evento geralmente traz empresários e diretores de grandes empresas para compartilhar experiências com empresários locais.  

Empresários concordam que solução para crise é investir

As dicas de Luíza parecem já estar sendo seguidas por vários empresários da região. “Sempre se aprende quando você conversa com a presidente de uma empresa que representa o varejo tão bem no Brasil como o Magazine Luiza. Também é uma boa oportunidade para ver como andam as perspectivas para a economia no país. É preciso continuar investindo e isso já estamos fazendo. Vamos duplicar o  tamanho do shopping de Balneário Camboriú e fazer melhorias em outras unidades do grupo”, contou o diretor comercial do grupo Almeida Júnior e presidente da ADVB SC (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, seção Santa Catarina), Octávio Rene Lebarbenchon.

Fornecedores do setor de varejo também participaram do evento para observar os rumos do mercado. Para Wanderley Zunino, presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista, os investimentos também devem partir dos fornecedores. “As empresas que investirem em tecnologia vão se sobressair. Estamos aqui para ver o que o varejo espera na economia. Levar para a indústria algumas dicas e aplicá-las”, disse.

Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza

Como a senhora vê o atual momento da economia brasileira e do varejo?

Luiza: Não estamos em um bom momento, mas o varejo teve um crescimento bom e a Copa vai ajudar ainda mais nesse processo. O PIB (Produto Interno Bruto) precisa crescer mais, sem dúvida, mas existem segmentos que continuam crescendo, porque o emprego continua bem. O Magazine Luiza, por exemplo, cresceu 23% no primeiro trimestre, e a inadimplência não passa de 4%.

A senhora acredita que o brasileiro é muito pessimista?

Luiza: O Brasil é nosso, não dos políticos. Então temos que ajudar a construir o nosso país. Quando a gente reclama do Brasil, a gente está reclamando de nós mesmos. Mas algumas mudanças precisam acontecer, e a principal é a reforma política.

O governo Federal divulgou recentemente que vai ser mais rígido com produtos do exterior comprados pela internet, principalmente da China. A senhora acha que isso foi bom para o Magazine Luiza, que é um dos maiores vendedores brasileiros na web?

Luiza: Eu acho que a gente tem que estar aberto à livre iniciativa. Temos que lutar contra o custo Brasil para ter competitividade. Eu nunca sou a favor de cortar competição, mas da gente ter regras iguais para brigar de igual para igual, por quem sai ganhando é o consumidor.  

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