Publicidade
Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 20º C

"Empresa pública não é sinônimo de ineficiência", diz Mauro Mariani, do MDB

Em entrevista ao Grupo RIC, o candidato ao governo do Estado de Santa Catarina falou sobre malha rodoviária, ponte Hercílio Luz, responsabilidade fiscal, duodécimo, privatizações e segurança

Redação ND
Florianópolis
23/08/2018 às 10H45

O Grupo RIC deu continuidade nesta quinta-feira (23) à série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina. O entrevistado foi o candidato Mauro Mariani, do MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

Mauro Mariani tem 54 anos, é natural de Bituruna (PR) e tem domicílio eleitoral em Joinville. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 1 milhão e 500 mil.

O candidato ao Governo pelo MDB, Mauro Mariani, concedeu entrevista ao Grupo RIC na manhã desta quinta-feira (23) - RIC TV Record/Divulgação/ND
O candidato ao Governo pelo MDB, Mauro Mariani, concedeu entrevista ao Grupo RIC na manhã desta quinta-feira (23) - RIC TV Record/Divulgação/ND


Malha rodiviária catarinense

Primeiro temos que entender a questão atual da conservação rotineira das nossas rodovias estaduais. Temos próximo de 4 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e o Estado não dispõe de um recurso específico para fazer o ‘tapa buraco’, roçada, aquela manutenção que é necessária. Nossa proposta é criar um fundo de infraestrutura Estadual na ordem de R$ 100 milhões e todos os meses fazermos a manutenção. Se não for feita a manutenção normal, a recuperação de uma rodovia irá custar quatro ou cinco vezes mais. Deixar acabar uma obra é o pior dos mundos. Vamos trabalhar com um fundo, manutenção corriqueira, tapa buracos, sinalização, roçada, para garantir a segurança de quem utiliza as rodovias. A falta de manutenção, mais do que o prejuízo em sí, é o risco para a vida daqueles que trafegam por elas. A questão da privatização é um assunto a ser analisado, penso que em Santa Catarina o Estado tem condições de fazer as manutenções sem precisar de privatização.

Ponte Hercílio Luz

A ponte tem que ser concluída, não é possível investir o dinheiro que foi investido e não dar uma finalidade para esse equipamento. Vamos utilizar a ponte, especialmente pelos estudos que se apresentaram lá atrás, para o transporte coletivo. Na minha avaliação, deve ser feito um corredor exclusivo para melhorar o transporte coletivo que é o grande desafio, não de Florianópolis, mas da região metropolitana. Se tivermos um transporte coletivo eficiente, seguramente o número de veículos transitando na Ilha diminuirá bastante.

Lei de responsabilidade fiscal

Primeiro, é controle absoluto dos gastos públicos. Neste final de semana saiu um ranking de vários seguimentos de Governo e, na questão financeira, Santa Catarina ficou com o sexto pior do Brasil. Se perdeu o controle sobre os gastos públicos nesses últimos anos. Vamos combater, enxugar a máquina, controle absoluto sobre os gastos públicos e promover o crescimento econômico. É bem verdade que o Brasil não tem crescido nos últimos anos e isso atrapalha a receita do Estado. O controle do gasto, o enxugamento da máquina e o crescimento econômico vão garantir os recursos necessários para sair desse limite, que já está praticamente atingido.

Reforma da previdência

Primeiro temos que entender o seguinte, garantir os direitos adquiridos, não podemos quebrar regras do jogo no meio da partida. As pessoas ingressaram no serviço público diante de uma regra estabelecida, isso está assegurado e é impossível de se mexer. Na mesma linha, é preciso ter responsabilidade, a sociedade catarinense não pode trabalhar para pagar apenas a máquina pública. Hoje, em todos os meses, praticamente R$ 400 milhões são tirados do tesouro para pagar os inativos do Estado. É um número significativo que precisa ser enfrentado.

Duodécimo

Essa revisão não tem que ser feita e nem proposta pelo poder Executivo. Essa revisão precisa ser proposta pela sociedade catarinense. Quem não tem dinheiro no Estado é quem tem que executar, é quem tem que prestar o serviço para a sociedade. É uma discussão muito ampla, não pode ser proposta apenas pelo Executivo, mas a sociedade catarinense, como um todo, tem que se envolver nessa discussão e chegarmos a um bom termo. É importante dizer que, prestar serviço ao cidadão, não pode ser em cargo apenas do poder Executivo. O Governo como um todo, todas as instituições têm que estar envolvidos. Se não estamos conseguindo entregar serviço, é porque está faltando recursos. Onde é que tem recurso sobrando? Essa é a discussão.

Privatização Casan/Celesc/SC Gás

Não é porque uma empresa é pública que deve ser sinônimo de ineficiência. Nós temos empresas públicas muito eficientes. Na área de saneamento, aqui mesmo em Santa Catarina, empresas municipalizadas. A Casan melhorou muito a sua atuação nos últimos anos, já foi uma empresa deficitária, mas ela dá lucro e começa a entregar serviço. A Celesc também está bem encaminhada. Penso o seguinte: a palavra de ordem é eficiência, teve eficiência, entregou o serviço, cumpriu seu papel, muito que bem, vamos em frente, não teve? Vamos discutir. A princípio, da forma como estão, elas devem e podem continuar sendo públicas.

Segurança pública

A prioridade é repor anualmente 600 policiais militares que passam para a reserva. O Estado tem que, minimamente, repor todos os anos esse número de policiais e também recuperar o pessoal da Polícia Civíl, que não se fala muito, se fala em Polícia Militar e esquece da Polícia Civíl. A Polícia Civíl está muito aquém do seu pessoal, temos que fazer contratações e pôr, no mínimo todos os anos, o número de policiais que passam para a reserva.

Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin

Vejo que Alckmin e Henrique Meirelles transitam no mesmo aspecto de voto. Não tenho dúvida que um deles vai se destacar e ter maior possibilidade de disputar o segundo turno. É nessa linha que vamos trabalhar.

Publicidade

2 Comentários

Publicidade
Publicidade