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Empregados da Eletrosul e outras empresas de energia anunciam greve

O movimento segue exemplo de mobilização feita pelos petroleiros na semana passada, que pedia a saída do presidente da Petrobras

Redação ND
Florianópolis
08/06/2018 às 20H03

Os empregados da Eletrobras anunciaram nesta sexta-feira (8) paralisação de 72 horas para protestar contra a proposta de privatização da estatal e pedir a renúncia do presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior. Devem parar todos os funcionários de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia, incluindo a Eletrosul.

Também aderem à paralisação a Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrobras e o Cepel (Centro de Pesquisa de Energia Elétrica), além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre, Alagoas  e Amazonas.

Os empregados da Eletrobras pedem a pedir a renúncia do presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior - Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND
Os empregados da Eletrobras pedem a pedir a renúncia do presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior - Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND


O movimento segue exemplo de mobilização feita pelos petroleiros na semana passada, que pedia a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que acabou pedindo demissão na sexta (1º) por pressões sobre a política de preços dos combustíveis.

A paralisação dos eletricitários começará no início da madrugada de segunda (11) e vai até a meia-noite de quarta (13). A categoria diz que a prestação de serviços essenciais será mantida.

"Desde que assumiu o cargo, Wilson está implementando uma reestruturação que vem atingindo direitos adquiridos pelos trabalhadores, além de diminuir a capacidade de atuação das empresas [da Eletrobras] frente a seus concorrentes", disse em nota o diretor jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão, Wellington Diniz.

A privatização da Eletrobras foi proposta pelo governo em 2017, alegando que a estatal precisa de injeção de capital para poder investir. O processo prevê a venda de novas ações, sem que o governo acompanhe o aumento de capital.

A proposta, porém, enfrenta dificuldades no Congresso e o mercado já não espera que a operação de aumento de capital seja concluída ainda no governo de Michel Temer (PMDB).

Na nota em que anunciam a greve, os sindicatos citam estudo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que diz que a privatização da Eletrobras pode resultar em aumento na conta de luz.

Os petroleiros também usaram os altos preços dos combustíveis para tentar atrair apoio popular para a greve, que acabou sendo encerrada depois que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) estabeleceu multas pela paralisação.

A Eletrobras representa 32% da capacidade instalada de geração de energia, atua na distribuição em seis estados das regiões Norte e Nordeste e é responsável por 47% das linhas de transmissão de energia do país. Tem usinas de vários tipos de energia, como eólica, nuclear, solar e termonuclear, mas as que se destacam são as hidrelétricas.

Atualmente, o governo federal detém 63% do capital total da empresa, sendo 51% da União e outros 12% do BNDESPar.

Com informações da Folhapress.

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