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Em resposta a frases polêmicas, Bolsonaro disse ser “muito brincalhão”

Jair Bolsonaro, do PSL, foi o primeiro candidato a ser sabatinado em série de entrevistas da Record TV

Redação ND
Florianópolis
14/08/2018 às 21H57

Em entrevista para a Record TV na noite de ontem, o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) defendeu como prioridade a geração de empregos, disse que irá manter e fazer alterações no programa Bolsa Família e disse que o país precisa de um presidente honesto acima de tudo. A Record TV começou ontem e exibe até o próximo dia 27 entrevistas exclusivas com nove presidenciáveis.

Jair Bolsonaro - Reprodução/ND
Jair Bolsonaro - Reprodução/ND

Para Bolsonaro, o Brasil deve ter um presidente que “tenha Deus no coração, que seja patriota, que jogue pesado na questão da insegurança e que redirecione a política de direitos humanos”. Ele se colocou como um candidato que valoriza a família, que defende a escola sem partido, é contra a ideologia de gênero e disse que é honesto.

Contra o elevado número de desempregos no país, o deputado federal afirma que é preciso “desburocratizar muita coisa, desregulamentar, desonerar a folha de pagamento, e investir pesado em educação”. As soluções apontadas por ele para minimizar o excesso de moradores de rua no país é contar com o apoio das igrejas, fazer um projeto de planejamento familiar e oferecer métodos contraceptivos às moradoras de rua.

Questionado sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, Estado pelo qual foi eleito, Bolsonaro afirmou que nunca exerceu cargo no Executivo para contribuir com soluções nesta área. Com sete mandatos como deputado federal na Câmara e poucos projetos aprovados, Bolsonaro se colocou como o “patinho feio” dentro do Legislativa. “Nunca tive a simpatia para apoiar projetos de minha iniciativa”, disse.

Na área da assistência social, Bolsonaro defendeu a continuação do Bolsa Família, mas disse que o número que há de beneficiados no país é exagerado. “Ninguém quer perseguir quem recebe Bolsa Família. Mais do que manter, tem que aumentar para quem realmente precisa, com o recurso daqueles que vão sair por fraude”, afirmou.

Ao comentar um possível esquema de indulto para favorecer o ex-presidente Lula, Bolsonaro afirmou que há um conluio dos grandes partidos, especialmente de centro e esquerda, para beneficiar Lula e os partidos envolvidos na Lava-Jato, como PT, MDB, PRB, PP e PR. “Isso acaba com o poder Judiciário do país. Seremos um país sem lei”, pontuou.

Polêmicas de Bolsonaro

Frases e situações polêmicas de Bolsonaro foram discutidas durante a entrevista. Em janeiro deste ano, a Folha de São Paulo revelou o caso de Walderice dos Santos Conceição, a “assessora fantasmas” do deputado, que foi contratada por ele com verba da Câmara de Deputados para realizar serviços particulares na casa de Bolsonaro. O candidato afirmou que o jornal fez “uma injustiça enorme” com Walderice, pois ela estaria de férias quando a reportagem localizou-a trabalhando em sua loja de açaí ao invés de estar na Câmara. “É uma perseguição da Folha comigo”, disse. Na última segunda-feira, ela foi flagrada novamente vendendo açaí em horário de expediente e pediu demissão para o deputado ontem.

Ao citar frases polêmicas sobre quilombolas e a “fraquejada” que deu ao ter uma filha mulher ao invés de um homem, Bolsonaro disse ser “muito brincalhão”. As ofensas de Bolsonaro à deputada Maria do Rosário (PT) em 2014, quando discutiam questões sobre a Ditadura Militar, também foram questionadas durante a entrevista. O candidato defendeu a redução da maioridade penal e disse querer que “menor estuprador, bandido, vá para a cadeia”.

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