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Em estado de greve, servidores da saúde estadual paralisarão atividades nesta terça-feira

A categoria, que irá suspender as atividades em todas as unidades por uma hora, reivindica abertura de concurso para contratações e melhorias nas condições de trabalho

Redação ND
Florianópolis
26/03/2018 às 19H28

Os trabalhadores da saúde pública estadual irão realizar uma paralisação na manhã desta terça-feira (27), entre as 9h e as 10h. Durante o período, as atividades em todas as unidades administradas diretamente pelo Estado de Santa Catarina serão suspensas. Entre as reivindicações da categoria estão a abertura imediata de concurso público contratação de servidores e melhorias nas condições de trabalho, incluindo equipamentos e insumos adequados.

Servidores realizaram ato em frente à Secretaria do Estado da Saúde na última quarta-feira - SindSaúde/SC/Divulgação/ND
Servidores realizaram ato em frente à Secretaria do Estado da Saúde na última quarta-feira - SindSaúde/SC/Divulgação/ND


As reivindicações incluem também o reajuste do vale alimentação, de R$ 12 para R$ 14, o pagamento da data base conforme a lei 323/2006, adicional de formação, defesa do SUS estatal, implantação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e anistia ao SindSaúde/SC. Os servidores também lutam pela preservação dos diretos atuais e incorporação da gratificação no vencimento.

Cerca de 500 servidores decidiram, em assembleia realizada na última quarta-feira (21), que outra paralisação será realizada na próxima terça-feira (3). Na ocasião, as atividades serão suspensas por duas horas. Também foi estabelecido o indicativo de greve a partir de assembleia marcada para a quarta (4), às 13h30, na praça do Hemosc. No encontro, os trabalhadores irão discutir os possíveis avanços na negociação da pauta de reivindicações junto à Secretaria do Estado da Saúde.

Tentativas de negociação

Na última quarta, após o término da assembleia, os servidores caminharam pela região central de Florianópolis em direção à sede da secretaria de Saúde. O objetivo era pressionar pela abertura imediata de negociação com o secretário Acélio Casagrande. Segundo o SindSaúde/SC, a comissão de negociação conseguiu a entrada no prédio enquanto, do lado de fora, servidoras e servidores permaneceram trancando a rua Esteves Júnior.

Do lado de dentro, a comissão foi informada da ausência do secretário e foi recebida por sua equipe. Conforme o sindicato, não houve avanços no sentido de abertura de negociação com a secretaria, “que utilizou como justificativa a alegação de que as demais áreas do governo com as quais deve-se negociar as cláusulas financeiras não haviam sido notificadas oficialmente pelo Sindicato”, informou o SindSaúde/SC em nota.

O sindicato já enviou novo ofício para a secretaria notificando o Estado sobre o calendário de mobilizações e da possibilidade de greve a partir do dia 4 de abril, caso não haja acordo nas negociações.

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