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Em clima de pré-candidatura à presidência, Alckmin reúne PSDB, PMDB e PP em Florianópolis

O governador de São Paulo não descartou "um tira-teima" com o ex-presidente Lula nas próximas eleições, em 2018

Felipe Alves
Florianópolis
12/08/2017 às 15H24

Em clima de pré-candidatura à presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), palestrou na manhã deste sábado (12), em Florianópolis. Além da forte presença tucana catarinense, o evento foi prestigiado por líderes rivais no Estado, PMDB e PP. Alckmin defendeu as reformas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), não descartou um “tira-teima” com o ex-presidente Lula (PT) nas eleições 2018 e afirmou que o novo na política nacional é “defender o ineresse público e coletivo”.

Para Alckmin, a solução para o Brasil é investir em emprego, salário e valorizar os empreendedores - Daniel Queiroz/ND
Para Alckmin, a solução para o Brasil é investir em emprego, salário e valorizar os empreendedores - Daniel Queiroz/ND



O evento, mediado pelo presidente estadual do PSDB, Marcos Vieira, contou com grandes liderenças tucanas do Estado, como os senadores Paulo Bauer e Dalírio Beber, os deputados Marco Tebaldi e Dóia Guglielmi, o secretário de Estado do Turismo, Leonel Pavan, e o vice-prefeito de Florianópolis João Batista. Do PMDB, participaram do evento o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, o senador Dario Berger e o deputado Mauro Mariani. Do grupo pepista estiveram Espiridião Amin, presidente estadual do partido, e sua mulher, Angela Amin.

Em quase três horas de evento, Alckim palestrou por cerca de 20 minutos para mais de 500 militantes tucanos no auditório da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Segundo ele, a pior política é a omissão e o Brasil foi dominado por corporações com privilégios inaceitáveis. “O Brasil ficou caro antes de ficar rico, perdeu competitividade e viveu, no período do PT, um populismo destrutivo”.  Para Alckmin, a solução é investir em emprego, salário, crescimento, renda e valorizar o empreededorismo. “Se tivermos uma política fiscal dura, rigorosa e com espaço para investimento, nós vamos poder avançar muito”, disse ele, ao parabenizar o congresso nacional pela votação das reformas.


 Clima de pré-candidato

Apesar de Alckmin afirmar que só no momento certo serão definidas as candidaturas para presidente da República, sua pré-candidatura era dada como certa por várias lideranças locais. O vice-governador Pinho Moreira afirmou que o PMDB foi buscar no PSDB “as parcerias que se consolidaram e que trouxeram grandes transformações para o nosso Estado” e declarou que, em qualquer circustância política que ocorra em 2018,  estará ao lado de Alckmin.

Espiridião Amin elogiou as práticas administrativas de São Paulo e se disse um grande admirador de Alckmin. “Temos muita boa convivência com os tucanos em Santa Catarina. Apoiamos como candidato ao governador em 2014 e oferecemos o presidente do nosso partido como seu companheiro de chapa, num gesto de desprendimento incondicional porque tínhamos o propósito de eleger um presidente da República tucano e não teremos hesitação em fazer isso (novamente), pois eu desejo o melhor caminho para o Brasil”, pontuou o pepista.

Cotado como pré-candidato ao governo de Santa Catarina pelo PSDB em 2018, Paulo Bauer afirmou que “torcer para o Brasil significar torcer por Alckim”. Em 2006, quando Alckim perdeu o segundo turno para Lula, Bauer disputou como deputado estadual e também não foi eleito. Ele lembrou esse fato no evento de sábado e disse esperar “que os derrotados de 2006 sejam os vencedores de 2018”.

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