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Em carta, Lula inicia transição e dirá que Haddad é seu escolhido ao Planalto

Barrado pelo TSE, ex-presidente renuncia à candidatura e elabora mensagem para ser lida aos petistas nesta terça (11)

Folha de São Paulo
Curitiba (PR) e São Paulo (SP)
11/09/2018 às 13H52

CURITIBA, PR e SÃO PAULO,SP (FOLHAPRESS) - Em carta que será lida na tarde desta terça-feira (11), em Curitiba, o ex-presidente Lula fará o aceno mais explícito a seu herdeiro político, Fernando Haddad, e dirá que ele é seu escolhido para o Planalto.

PT ainda se divide sobre troca de Lula por Haddad - Ricardo Stuckert/Agencia PT
Fernando Haddad deve ser oficializado como candidato do PT à Presidência da República nesta terça-feira - Ricardo Stuckert/Agencia PT


Segundo apurou a reportagem, Lula pedirá votos para Haddad e dirá que o ex-prefeito de São Paulo, hoje vice na chapa do PT, está pronto para retomar seu projeto para o país. 

Barrado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no início do mês, o ex-presidente vai renunciar à candidatura e passar o posto para Haddad na data limite estipulada pela justiça eleitoral.

No texto, elaborado com ajuda de seus principais auxiliares, Lula ainda fará elogios à gestão do afilhado como ministro da Educação, durante seu governo, e vai dizer que confia no trabalho de Haddad.

O ex-presidente não deixará de afirmar que sofre injustiças e que foi impedido de disputar a eleição de outubro.

A mensagem deverá ser lida por um dirigente do PT antes do pronunciamento oficial de Haddad, marcado para as 15h, em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.

O ex-presidente também escreveu uma mensagem à cúpula do PT, que se reúne na manhã desta terça, na capital paranaense, na qual pede a chancela da sigla para o nome de Haddad.

Alas do PT, ligadas à presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), insistiam para que a substituição de Lula fosse feita em 17 de setembro.

A defesa do ex-presidente ainda aguarda recursos no STF (Supremo Tribunal Federal), mas petistas admitem que as ações são apenas formalidades para embasar o discurso de que lutaram até o fim para tentar garantir a candidatura de Lula.

Propaganda do PT apresenta Haddad e não faz referência à vice-candidatura

A propaganda eleitoral de rádio do PT nesta terça-feira (11) foi usada para apresentar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que deve ser oficializado à tarde pelo partido como candidato à Presidência no lugar de Lula, barrado pelo TSE.

No programa, a chapa, até então apresentada como "É Lula, é Haddad", já não aparece e tão pouco é feita menção à Manuela D'Avilla (PC do B), que deve ser oficializada como vice de Haddad. Ao invés de nomear seus candidatos, o partido pede ao eleitor para "votar no 13, o voto do povo". 

A mudança vem após o ministro do TSE Luís Roberto Barroso determinar que o PT não poderia usar o espaço da propaganda para defender a candidatura de Lula, a menção ao petista se limitou ao lamento de Haddad, que diz que o ex-presidente "ganharia em primeiro turno", mas insistem em barrar a candidatura, contrariando a ONU.

Haddad é apresentado no programa como o ex-ministro da educação do governo Lula, autor do ProUni, Fies e Sisu e que esteve a frente da pasta no período de expansão das universidades federais e escolas técnicas que proporcionaram que a filha do analfabeto se tornasse o diploma universitário".

A voz de Lula aparece para declarar que Haddad se tornou o ministro mais importante do país.

OUTROS CANDIDATOS

Após o ataque a faca em Minas Gerais, a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) usa seus segundos para entoar notas do hino nacional e dizer "agora vamos todos juntos". Já a propaganda de Geraldo Alckmin (PSDB) foca na experiência do político como gestor, com um jingle que repete "Geraldo tá pronto".

Nos dois blocos da propaganda, que antes fazia ataques diretos a Bolsonaro, Alckmin reforça a solidariedade ao candidato, mas diz que não é possível parar as propostas para o país por conta do que aconteceu. 

Com o choro de um recém-nascido e com as falas de uma mulher grávida, a campanha apresenta o candidato como aquele que respeita as diferenças e que é capaz de pacificar o país. Assim como já fez na TV, o programa citou a atuação de Alckmin na negociação com o sequestrador da filha de Silvio Santos. 

A candidata a vice-presidente na chapa, a senadora Ana Amélia, também aparece pedindo votos para o candidato "da cabeça e do coração".

Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) focaram em promessas na área da educação. Ela prometeu investir na primeira infância e ele no ensino integral, criando estágio financiado pelo governo.

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