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Em campanha, ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles usa legado para chegar ao Planalto

Agora pré-candidato à presidência da República, o ex-presidente do Banco Central participou de um almoço-debate em Florianópolis nesta terça-feira

Janine Alves
Florianópolis
24/04/2018 às 21H59

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Temer, ex-presidente do Banco Central no governo Lula e agora pré-candidato à presidência da República, participou nesta terça-feira (24) de um almoço-debate promovido pelo Lide SC na sede da Fiesc, em Florianópolis. Com foco no crescimento recente da economia e nas reformas realizadas pelo governo durante o período em que esteve à frente do Ministério da Fazenda (2016 a abril de 2018), Meirelles falou sobre os “Desafios e perspectivas da economia”, mostrando os principais resultados do atual governo. Trunfos de uma campanha que está apenas começando e que já conta com o apoio do governador Eduardo Pinho Moreira aqui no Estado.

Ex-ministro da Fazenda fez palestra na sede da Fiesc, em Florianópolis - Divulgação/ND
Ex-ministro da Fazenda fez palestra na sede da Fiesc, em Florianópolis - Divulgação/ND


Após o discurso de boas-vindas de Wilfredo Gomes, presidente do Lide SC, Pinho Moreira ressaltou a retomada do crescimento da economia, a importância das medidas adotadas pelo Governo Federal e também sobre as medidas que ainda não foram aprovadas, afirmando que “não existe mais possibilidade da gestão pública no Brasil continuar como está”. Disse Moreira: “Chegamos num nível incontornável, por isso precisamos refletir sobre as nossas ações. Muitas vezes é necessário tomar medidas impopulares, amargas, em nome da responsabilidade do gestor público. O Brasil não pode mais passar por aventuras”. Sobre a candidatura de Meirelles, Pinho Moreira disse que “não é possível deixar fora do governo alguém que contribuiu tanto para que o país saísse de uma das piores crises da história”.

Meirelles tem na manga o legado de reverter a engrenagem da economia: fechou 2017 com crescimento de 1% no PIB, após queda acumulada de mais de 7% nos dois anos anteriores (2015 e 2016). Além disso, a taxa de básica de juros (Selic) de 6,5% é a menor de toda a série histórica do Banco Central, que começou em 1986, e a inflação de 2,68% acumulada nos últimos doze meses (março de 2017 a março de 2018) também é a menor de todos os tempos. A proposta do ex-ministro “é dar prosseguimento ao projeto de modernização do país”, pois “é fundamental que a economia continue a crescer”. Ele citou avanços como a consolidação da reforma trabalhista, a reforma fiscal, a redução do tamanho do Estado e as 15 medidas que adotou como metas logo após a inviabilização da reforma da previdência.

Meirelles falou ainda da importância de se criar um ambiente favorável para os negócios e de se reduzir o tamanho da máquina pública. Neste sentido, ressaltou a privatização do setor de telecomunicações, que permitiu o aumento da capacidade do setor e facilidade ao acesso a linhas telefônicas. Traçou um paralelo com o setor de energia, que passa pelas mesmas dificuldades, deixando clara a impossibilidade de o Estado continuar investindo no setor.

A plataforma da campanha baseia-se nos resultados positivos da gestão para o país e a adesão do setor produtivo. No entanto, o pré-candidato Henrique Meirelles terá que vencer o grande desafio de se tornar popular com um discurso técnico. E aí a força do marketing nos próximos meses é que vai definir se a campanha decola ou se vai ser bombardeada pelo radicalismo político que tomou conta do Brasil nos últimos anos.

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