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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018
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Em artigo, economista catarinense analisa as causas da crise grega

Marcelo Panosso Mendonça é conselheiro da Ordem dos Economistas de Santa Catarina em Florianópolis

Redação ND
Florianópolis
Divulgação

 

Marcelo Panosso Mendonça, conselheiro da Ordem dos Economistas de Santa Catarina em Florianópolis 

A crise na Grécia tem impacto sobre outras economias, principalmente às pertencentes a comunidade européia, uma vez que expõe a fragilidade de outros países membros que se encontram em condições análogas, como Portugal, Irlanda, Itália, todos com endividamento superior a 100% do PIB.

As principais causas do endividamento e consequente paralisação do Estado estão alicerçados no descontrole das contas públicas, agravadas pela promoção de benesses, na desoneração de impostos ou pela inépcia de equalizar alíquotas, sem prejudicar o crescimento econômico. O inchaço da máquina pública, com custeio exacerbado, puxado pelos salários e aposentadorias de servidores públicos, formam o palco perfeito para o próximo ato.

Para o Brasil, serve o exemplo, que os gastos crescentes com a máquina pública e incentivo à adesão a programas sociais, sem que haja uma fonte sustentável de recursos, penalizará ainda mais sociedade, fonte combalida e sustentadora, pois as contribuições previdenciárias do trabalhador da iniciativa privada, por exemplo, não pode mais continuar financiando o déficit previdenciário de R$ 70 bilhões, de apenas 950 mil funcionários públicos federais aposentados e outros R$ 26 bilhões para o bolsa família, dados de 2014.

A sociedade clama por gestão pública de qualidade, mas somente se essa participar ativamente das proposituras legislativas e se colocar junto a mesa das discussões quando das reivindicações das classes, que fruem diretamente do dinheiro público, e que a aplicação, controle e gestão, se tornarão mais eficientes. Por hora, as benesses continuam sendo concedidas, em detrimento do trabalho, e onerando a iniciativa privada esta geradora de riqueza, emprego, renda e desenvolvimento. A tragédia grega já embarcou para sua colonização transcontinental.

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