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Eleições 2018: candidato a senador Jorginho Mello (PR) é entrevistado na Record News

Candidato falou sobre o retorno dos impostos, a impopularidade da política e saúde

Redação ND
Florianópolis
27/08/2018 às 20H18

O candidato a senador Jorginho Mello (PR) foi o primeiro convidado da série de entrevistas da Record News nas Eleições 2018. A maratona começou nesta segunda-feira (27), no programa BG News. A entrevista foi comandada pelo jornalista Dino Montez e pelo colunista do Notícias do Dia, Altair Magagnin. As entrevista abordam temas livres e a ordem foi definida por meio de um sorteio com a presença das assessorias de todos os candidatos.

Candidato a senador Jorginho Mello - Marco Santiago/ND
Candidato a senador Jorginho Mello - Marco Santiago/ND

Sobre o porquê de ser senador de Santa Catarina

Eu sou deputado federal e o desejo de ser senador existe porque tenho condições políticas e morais para ser. Fui duas vezes deputado federal, quatro vezes deputado estadual e agora estou entusiasmado para ser senador de Santa Catarina, para trabalhar por esse Estado que nos orgulha. Nós somos modelo para o Brasil. Infelizmente nós somos um Estado que ainda não recebe o que merece. Não tenho nada contra os companheiros e amigos do Norte e Nordeste, mas a cada R$ 100 que  mandamos para Brasília, volta só R$ 20. O Norte e o Nordeste mandam R$ 100 e recebem R$ 128, R$ 140. É por isso que eu quero ser senador, porque é o senador que representa o Estado.

Sobre trazer o valor dos impostos para o Estado

Uma das bandeiras pela qual vou lutar é o Pacto Federativo, porque hoje vai muito dinheiro para Brasília e depois volta por caminhos muitas vezes não republicanos. Volta em corrupção, em demora. Sou coordenador do Fórum de Santa Catarina esse ano e nós temos lutado para não deixar paralisar as obras rodoviárias, porque o governo está falido. O governo Temer não tem mais credibilidade nenhuma. Precisamos ter força política para fazer com que venham mais recursos para Santa Catarina. Eu acho que a sociedade vai fazer uma limpeza ética. Quem tem problema, processo e ficha suja, essa é a hora de dar uma escovada. E o povo tá preparado, eu não tenho dúvida disso.

Sobre reverter a impopularidade da política

Eu tenho feito pregações e quem me conhece sabe: não tem outro caminho pra mudar a vidas das pessoas além da democracia e através da política. Infelizmente nesses últimos anos muitas pessoas fizeram um desserviço à nação, com corrupção, malas de dinheiro dentro de apartamentos. Quem tem ficha limpa, que não fez malfeito, pode dizer em qualquer meio de comunicação o que fez e o que pretende fazer. Eu desejo de forma muito humilde, mas muito corajosa, representar o meu Estado no Senado da República, para ajudar o futuro presidente do Brasil a fazer as transformações: reforma tributária, para deixar quem produz e quem trabalhar melhor, o Pacto Federativo, para deixar mais dinheiro no município, onde acontece tudo.

Hoje nós temos 38 partidos e mais 70 na fila para serem homologados. Isso é um absurdo. Nós temos que fazer uma reforma de verdade. Hoje tem partido político que é balcão de negócio, pra vender tempo de rádio e televisão.

A gente tem que lutar para que o micro e pequeno empresário, que mantém 57% dos empregos formais do Brasil, tenha o mesmo benefício que o grande teve.

Sobre a reforma da previdência

Sou contrário a essa reforma da previdência apresentada. Primeiro nós precisamos saber o tamanho do furo e fazer uma auditoria decente. Hoje no Brasil tem muita gente ganhando muito e fazendo pouco. Depois, se for preciso reformar, nós temos que fazer uma reforma que não fiquei ninguém de fora. Não é possível que a maioria pague a conta para a minoria se beneficiar. [É preciso] cortar benefícios e privilégios. A previdência é uma das reformas que o Brasil precisa fazer, como a reforma tributária.

Sobre saúde, educação e segurança

Eu vou ajudar o governador a trazer recursos para cá para que ele possa empreender o plano de governo dele. Não posso dizer, como senador, que eu vou atuar aqui. Vou atuar trazendo recursos, ajudando no orçamento, como eu já fiz. Eu fui o deputado federal que deu a maior emenda para Florianópolis – R$ 1 milhão para saúde. Destinei 70% de todas as minhas emendas como deputado para a saúde de Santa Catarina, para a prefeitura de todos os municípios. E é preciso motivar os professores, eles estão sem brilho, cansados e lutando simplesmente sem armas. [Quanto à] segurança: tem que mexer no sistema prisional, mas também temos que investir em questões sociais, ressocialização.

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