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Eleição em SC, estado mais eficiente pelo REE-F, centra em contas públicas sob risco

Com base em 17 variáveis, o levantamento apontou que os catarinenses têm, no geral, mais saúde, educação, segurança e infraestrutura com menos recursos aplicados do que a média do país.

Folha de São Paulo
Florianópolis
25/08/2018 às 13H38

FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Santa Catarina foi considerado o estado mais eficiente da federação pelo REE-F (Ranking de Eficiência dos Estados - Folha). Com base em 17 variáveis, o levantamento, divulgado no último domingo (18), apontou que os catarinenses têm, no geral, mais saúde, educação, segurança e infraestrutura com menos recursos aplicados do que a média do país.

Apesar disso, o estado, atualmente governado por Eduardo Pinho Moreira (MDB), deve fechar o ano não cumprindo a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). O principal problema é que as contas não fecharam em várias áreas e tem risco de ficar sem recursos para arcar com salários e honrar compromissos previdenciários.

Diante deste cenário, nove candidatos disputam a chefia do governo nestas eleições. Todos dizem, ao seu modo, que têm uma solução para as contas públicas. Do total, três levam consigo a maioria dos partidos em coligações.

Há pelo menos 15 anos o MDB orbita o executivo no estado. No entanto, desde 2010 a sigla não lança um cabeça de chapa. Tentando se desvencilhar da pecha governista, os emedebistas apostam na candidatura de Mauro Mariani para liderar o Estado. Deputado federal desde 2007, o político estreia ema em uma campanha majoritária ao governo estadual com a promessa de enxugar a máquina pública.

Em sabatina promovida pela Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de SC) nessa segunda-feira (20), o candidato lembrou o REE-F ao dizer que Santa Catarina é o sexto pior estado da federação em termos de finanças -"tudo por conta da ineficiência, por instituições que custam caro e não funcionam", disse.

O enxugamento, diz, passaria pela redução das estruturas Agências de Desenvolvimento Regionais fortalecendo "aquelas que ficarem para que elas possam representar aquela região, cuidar e resolver os problemas". Pinho Moreira, seu colega de partido, adotou a medida logo que assumiu o estado. Extinguiu 15 agências e quatro secretarias executivas, além de cortar cargos comissionados.

A ala governista tem outro nome no pleito, Gelson Merisio (PSD). Liderando a maior aliança partidária nesta eleição com 14 siglas coligadas, o deputado estadual e três vezes presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) é o candidato do partido do ex-governador Raimundo Colombo, que deixou o governo no começo do ano mirando o Senado.

Apesar de parecer situação, principalmente por capitanear a chapa que tem a atual base aliada entre os deputados estaduais, Merisio busca, na campanha, não vestir a carapuça do continuísmo. Muito por conta da ruptura com o MDB, que ajudou a eleger e reeleger Colombo em 2010 e 2014.

Em entrevistas locais, disse que o desembarque emedebista trata-se do fim de um ciclo, para romper práticas antigas.

A exemplo de Mariani, Merisio também quer enxugar a máquina pública cortando, por exemplo, comissionados (1.200 dos atuais 1.400) e estruturas de governo. Em encontro promovido pela Fiesc, o político afirmou que a única área que vai aumentar em um eventual governo é a do meio ambiente. A ideia é acelerar a aprovação de projetos que dependem de licenças ambientais, um gargalo que, segundo o candidato, represa investimentos da ordem de R$ 50 bilhões.

Pelo PT, o candidato ao governo será o deputado federal Décio Lima (PT). Em Brasília desde 2005, desponta na primeira posição da pesquisa Ibope encomendada pela NC Comunicação (filiada da Globo em SC). Divulgado na sexta-feira passada, o levantamento aponta que 16% dos eleitores catarinenses pretendem votar no petista, contra 11% de Mariani e 6% de Merísio. 

O resultado surpreendeu os adversários principalmente por Santa Catarina ser um Estado que apresenta, historicamente, uma taxa de rejeição significativa ao partido.

Sobre as contas públicas, para Décio Lima, o estado deve servir de indutor do crescimento sendo forte. O gargalo, na visão do petista, não está no tamanho da máquina pública, como diagnostica seus opositores, mas sim em uma política equivocada de incentivos fiscais que prioriza a grandes empresas. No seu governo, promete priorizar os micro e pequenos empresários que sustentam, na sua visão, parte da economia do Estado.

Ainda disputam o cargo de governador pelo próximo mandato que se encerrará em 2022, Angelo Castro (PCO), que segundo a pesquisa tem 4% das intenções de voto; Ingrid Assis (PSTU) e Rogério Portanova (Rede) com 2% e 1% do comandante Moisés (PSL) e de Jesse Pereira (Patriota).

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