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Ecopassarela permitirá o acesso ao manguezal do Parque de Coqueiros, em Florianópolis

Ainda em análise na Secretaria do Patrimônio da União, obra terá 100 metros de extensão e custará R$ 200 mil reais

Andréa da Luz
Florianópolis
08/08/2018 às 21H17

O Parque de Coqueiros, na região continental de Florianópolis, pode ganhar uma ecopassarela que permitirá aos frequentadores passear pelo entorno do mangue, situado ao lado da área de lazer. O projeto prevê a estrutura com 100 metros de extensão, feita de madeira de lei. Ela começaria da pequena prainha ao lado direito da pista de caminhada do parque, costeando parte do mangue. Os custos chegam a R$ 200 mil e os recursos viriam de dois TACs (Termos de ajustamento de conduta) firmados entre a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e uma construtora.

Passarela costeará área de mangue no Parque de Coqueiros, em Florianópolis - Marco Santiago/ND
Passarela costeará área de mangue no Parque de Coqueiros, em Florianópolis - Marco Santiago/ND


Para começar a obra ainda é preciso o parecer da SPU (Secretaria do Patrimônio da União). Depois, a documentação terá que ser enviada à Secretaria do Continente, a quem compete conceder o alvará para a construção.

De acordo com o presidente da Associação Pró-Coqueiros, Rodrigo Ferreira, a obra deve ampliar a capacidade de suporte do parque, além de permitir que as pessoas conheçam o local, que abriga diversas espécies de animais. A manutenção da passarela ficaria a cargo da adminstração do parque, que é feita pela Secretaria do Continente. Segundo a Floram, a área de 19 mil m², cercada pela área urbana, serve de berçário para peixes, camarões e outras espécies, como já ocorre em outros manguezais da Ilha.

O biólogo da Floram, Francisco Antônio da Silva Filho, explica que a construção é considerada de baixo impacto ambiental tanto pela legislação federal quanto pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), porque apenas os pilares são fincados no solo e o restante da passarela fica suspenso. "A ideia é que o público tenha acesso ao lugar como espaço de vivência e de conhecimento de animais, plantas e oscilação das marés, dentro do conceito de educação ambiental", afirma.

Segundo o biólogo, a obra foi discutida com a comunidade e poderá receber iluminação. No entanto, não estão previstos equipamentos de segurança como câmeras de vigilância, por exemplo. Em entrevista à RICTV Record, o secretário do Continente, Edinho Lemos, afirmou que apoia o projeto e aguarda a documentação da SPU para iniciar o processo de concessão dos alvarás.

Limpeza e manutenção

As irmãs Jusiane Martins, 41 anos, e Isabel Martins, 38, que frequentam a área do parque desde que eram crianças, para tomar banho de mar, aprovam a ideia da instalação da passarela, mas acreditam que seria importante uma limpeza no local. "Deve estar cheio de lixo e também há moradores de rua vivendo por ali", diz Jusiane.

Uma visita rápida no interior do mangue confirma a suspeita das moradoras: sacos e garrafas plásticas, cadeiras e eletrodomésticos quebrados, tampa de assento de vaso sanitário, azulejos, latas e vidros vazios, colchões, embalagens de cigarro, pedaços de roupas e sapatos. Além do esgoto que escorre em direção ao mar, o local também abriga moradores de rua.

Interior do mangue junto ao Parque de Coqueiros revela enorme quantidade de lixo - Marco Santiago/ND
Interior do mangue junto ao Parque de Coqueiros revela enorme quantidade de lixo - Marco Santiago/ND


Além de exigir uma limpeza minuciosa, também há a questão da segurança. Segundo Rodrigo Ferreira, não foram previstas câmeras de vigilância porque o parque já tem três, embora apenas uma delas funcione.

Sobre o lixo, o biólogo Francisco Antônio da Silva Filho afirmou que a limpeza deverá ser feita durante a construção, com manutenção periódica a cargo da Prefeitura da Capital. "Parte considerável do lixo que aparece no manguezal vem após as chuvas, trazida pelas ondas até a baía e fica presa nas raízes da vegetação. Será preciso uma limpeza periódica para que o local seja de fato utilizável para educação ambiental", diz.

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