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É preciso parar de chamar matéria-prima de lixo, afirma ativista ambiental

Para Fernanda Cortez, a responsabilidade sobre o que é feito do lixo deve recair sobre a sociedade civil, indústria e governo

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
27/08/2018 às 21H55
Ativista também criticou bitributação que incide sobre produtos feitos com materiais recicláveis - Instagram/Reprodução/ND
Ativista também criticou bitributação sobre produtos feitos com materiais recicláveis - Instagram/Reprodução/ND


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ativista ambiental e apresentadora Fernanda Cortez estima ter deixado de usar mais de 1,6 mil copos de plástico em um ano ao adotar um único recipiente retrátil que carrega sempre consigo. Era 2015 e Fernanda havia assistido ao documentário “Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo”, de 2012, no qual o ator britânico Jeremy Irons viaja pelo mundo apontando os efeitos do descarte de grandes quantidades de lixo no ambiente.

“Chamamos matéria-prima de lixo, e isso tem enorme impacto. Nós estamos transformando o planeta em um grande lixão a céu aberto”, disse a ativista, durante a abertura da terceira edição do fórum Economia Limpa, evento realizado pela Folha de S.Paulo, em parceria com a Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio) e com o patrocínio da Novelis. O evento aconteceu na manhã desta segunda-feira (27) no teatro da Unibes Cultural, em São Paulo.

Para Fernanda, a responsabilidade sobre o que é feito do lixo deve recair sobre sociedade civil, indústria e governo.

“O lixo é resultado do nosso consumo, e isso tem a ver com o modelo de economia linear no qual estamos. Nós extraímos a matéria, beneficiamos, usamos e descartamos. Só pensamos até o consumo. Hoje, o pós-consumo acaba não sendo problema de ninguém”, disse.

A solução, segundo ela, seria a migração para a economia circular, modelo no qual a matéria que seria descartada volta para a cadeia produtiva por meio da reciclagem.

“Fazer essa mudança é necessário se quisermos continuar vivos. O planeta se reinventa, mas a nossa espécie corre risco com o que ela própria criou”, afirmou. “Em vez de regenerar a vida no planeta, destruímos. Nós podemos fazer melhor do que isso.”

A ativista também criticou, durante a sua fala, a bitributação que incide sobre os produtos feitos com materiais recicláveis. “O pensamento e a legislação ainda estão desconectados do que precisamos para inserir novamente na cadeia todo esse material que hoje é considerado lixo”, disse.

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