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Apesar da fiscalização diária, veículos estacionam em locais indevidos em Florianópolis

Poucas vagas exclusivas e falta de conscientização de condutores deixa motoristas de vans e ônibus de turismo sem opção para estacionar

Andréa da Luz
Florianópolis
12/08/2018 às 19H34
Motoristas de vans e ônibus de turismo enfrentam dificuldades para estacionar no Centro da Capital - Marcos Santiago / ND
Motoristas de vans e ônibus de turismo enfrentam dificuldades para estacionar no Centro da Capital - Marcos Santiago / ND

Motoristas de vans e ônibus de turismo enfrentam dificuldades para estacionar no Centro da Capital, não apenas pelo número reduzido de vagas como também pela falta de conscientização dos condutores que não respeitam as vagas exclusivas. Na avenida Paulo Fontes, em frente ao Largo da Alfândega, é muito comum ver carros estacionados no espaço destinado aos veículos de turismo.

O motorista de van Marinho Nunes Filho, que trabalha há seis anos com turismo em Florianópolis, afirma que falta fiscalização e segurança. "A própria prefeitura deixa os ônibus de transporte coletivo estacionarem no espaço reservado no antigo terminal e aqui no Largo da Alfândega, além de disputar espaço com outros carros, ficamos reféns dos flanelinhas", afirmou.

Segundo Marinho, sua van está com a lateral riscada porque ele não tinha moedas para os flanelinhas e, quando voltou o veículo já estava arranhado. "Não posso afirmar quem foi, mas não é seguro", disse.

No Terminal Cidade de Florianópolis, onde há um corredor com vagas destinadas apenas aos veículos de turismo, a situação se repete. Gabriel de Oliveira, condutor de ônibus de turismo há 32 anos e natural de Santa Rosa (RS), disse que já se acostumou com o problema. Após deixar um grupo de professores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em um evento no Centro da cidade na tarde de sexta-feira (10), ele aguardou na segunda pista do terminal até que alguns veículos da prefeitura deixaram as vagas e ele pôde encostar o veículo. "Falta espaço e mais fiscalização", opinou.

No local, naquele momento, havia seis ônibus - cinco de turismo e um do sistema de transporte coletivo da Capital, quatro veículos da prefeitura (sendo um da secretaria de Saúde e três de turismo) e uma van de transporte de pacientes de Anitápolis.

Falta de conscientização

Na última quarta-feira (8), a PM (Polícia Militar) de Santa Catarina realizou uma fiscalização de trânsito na área central com barreira policial e fiscalização de áreas de estacionamento. Somente no bairro Agronômica, foram abordados 45 veiculos, resultando em 11 autos de infração, cinco remoções de veículos e um termo circunstanciado.

No entanto, já na tarde de sexta-feira (10), carros de passeio estacionavam normalmente nas vagas destinadas ao turismo no Largo da Alfândega. Algumas pessoas ficaram nos veículos com o alerta ligado, enquanto outras deixaram o carro e foram para o Centro. A ação dos flanelinhas também continua acontecendo.

De acordo com o coronel Fernando André, do 4º Batalhão da PM da Capital, as fiscalizações em áreas regulamentadas, como as destinadas ao turismo, a idosos ou a portadores de deficiência são feitas diariamente. Porém, a corporação não dispõe de viaturas exclusivas para esse trabalho, ele é feito pelas guarnições de área que circulam e notificam as infrações, quando as encontram.

Segundo a comandante Maryanne Mattos, da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), um convênio do município com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) permite que tanto a Guarda quanto a PM possam tomar as medidas necessárias para autuar quem está irregular no trânsito. Ela afirma que estacionar em local proibido é uma infração passível de multa e de remoção do veículo. "Em todas as ações de fiscalização são conferidas as placas, documentos e condições do veículo, além do estacionamento irregular. Se a pessoa estaciona em local proibido ela já sabe que está sujeita a ser autuada", explica a comandante.

Para Maryanne, mais do ter fiscalização, é preciso educação no trânsito. "Muitas vezes temos ocorrências mais importantes e temos que deslocar efetivos para um caso como o de estacionamento irrregular. Mesmo o local estando bem sinalizado, as pessoas não respeitam as placas", disse.

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