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"É o símbolo do descaso e da vergonha", diz Décio Lima sobre Ponte Hercílio Luz

Em entrevista ao Grupo RIC, candidato ao governo do Estado pelo PT falou sobre dívida do Estado, secretarias regionais, redução de repasses de verbas, malha rodoviária e candidatura de Lula

Redação ND
Florianópolis
20/08/2018 às 11H38

O Grupo RIC começou nesta segunda-feira (20) a segunda série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado de Santa Catarina. O primeiro foi o candidato Décio Lima, do PT (Partido dos Trabalhadores). Décio Lima, 57, é advogado, professor e deputado federal, com base eleitoral em Blumenau. O candidato declarou R$ 2 milhões e 70 mil de patrimônio.

Décio Lima deu entrevista ao grupo RIC na manhã desta segunda-feira (20) - RIC TV Record/Divulgação/ND
Décio Lima deu entrevista ao grupo RIC na manhã desta segunda-feira (20) - RIC TV Record/Divulgação/ND


Dívida do Estado

Eu não me assusto com o tamanho da dívida, produto do diagnóstico que temos do Estado. Recebi a prefeitura de Blumenau com três folhas de pagamento atrasadas, uma cidade praticamente destruida do ponto de vista da gestão financeira. O mesmo também quando fui superintendente do Porto de Itajaí, ou seja, estes processos precisam ser enfrentados dentro de uma ótica de gestão pública e renovação. Quero ser o governador cujo primeiro ato em 1° de janeiro será extinguir as chamadas agências de desenvolvimento regionais. Quero ser um governador que toque nos acontecimentos que têm permitido esse caos em Santa Catarina. O grande problema não é o tamanho da dívida e como enfrenta-lá, mas sim como produzir um Estado que efetivamente toque a vida do povo catarinense.

Secretarias regionais

O Estado de Santa Catarina foi tomado por um processo fisiológico da política. Várias repartições do Estado são um processo de disputa entre partidos políticos, isso vem ocorrendo já há 16 anos em detrimento da boa gestão, além da pauta de interesses do povo de Santa Catarina, nós vamos enfrentar essa situação para fazer com que o Estado seja eficiente, que toque justamente naquilo que tem que produzir para o povo catarinense, que é na educação, na saúde, na segurança pública, nas questões de infraestrutura, na geração de empregos. Só da máquina do Estado de Santa Catarina nós temos um gasto de quase 30%, que precisam ser auditados, que são decorrentes de custeio, de máquina, aluguel, de um processo que se acomodou e não se permitiu fazer uma gestão eficiente.

Repasse de verbas

Não podemos pensar no Estado repartido, ele é uma coisa só, o Ministério Público, Assembléia Legislativa, poder judiciário, Tribunal de Contas tem que construir junto com o governador uma sinergia com relação ao custeio da estrutura do Estado. Quando se fala em estrutura é um caixa só, é o bolso do povo, nós queremos uma Justiça eficiente, um Ministério atuante, um Tribunal de contas fiscalizador, mas ao mesmo tempo queremos uma política que não envergonhe o povo de Santa Catarina e não crie privilégios.

Reforma da previdência

Criei em Blumenau o Issblu, que é um sucesso da seguridade pública dos servidores, eu quero crer que com esta matéria não se pode brincar, porque é uma matéria que é importante para a vida do maior patrimônio do povo do Estado, que são os nossos servidores. Trabalho a lógica da previdência sempre com aquilo que chamo de cálculo atuarial, ou seja, o instituto de Previdência tem que ter eficiência do ponto de vista de resultado e garantia futura do aposentado.

Malha rodoviária catarinense

Quando se fala em concessão privada, você tem que logo trabalhar com a questão de pedágio, acho esse tema muito delicado. Esse tema precisa ser bem discutido e precisa ter a participação da comunidade. Se em determinadas situações a própria região, os interesses que induzem o desenvolvimento, todos aqueles acharem que a única solução e que ele trará resultados seja essa, nós vamos levar em conta. Não vamos entrar em uma política de fazer com que todas as estradas de Santa Catarina entrem nesse processo de pedagiamento, pois entendo que isso é lesar o povo catarinense.

Ponte Hercílio Luz

Esse é o símbolo do descaso e da vergonha, esse é o retrato dos mesmos nesse governo, o que foi gasto nessa ponte, os números que recebi são exatamente parecidos com os números que edificamos a ponte Anita Garibaldi, na BR-101. Hoje ela é uma expressão de infraestrutura do Estado. O que se gastou em uma ponte feita em dois anos é o mesmo que se gastou aqui na ponte Hercílio Luz, e a ponte ainda está ali sem uso para a comunidade. Isso nós chamamos de ferida, é evidente que eu, chegando ao governo, vou resolver isso com transparência e sobretudo com aquilo que o povo de Santa Catarina merece, que é honestidade.

Candidatura de Lula

É difícil imaginar democracia quando no segundo turno um candidato como o Lula aparece com quase 64% no pior cenário. Sobretudo nesse debate do Lula nós temos que levar em conta os valores universais que é a democracia. Um país democrático precisa ser um que reconheça a vontade do povo brasileiro.


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