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Dois trabalhadores morrem após perder a consciência em tanque de empresa em SC

Após inalarem gases decorrentes da decomposição de material orgânico, eles perderam a consciência e caíram em um poço de 5 metros de profundidade, em Laguna

Redação ND
Florianópolis
16/05/2017 às 11H11

Dois trabalhadores morreram e um ficou ferido na manhã desta segunda-feira (15), em Laguna, por causa de um acidente de trabalho. Os funcionários de uma indústria de óleo e farinha de peixe, localizada às margens da BR-101, realizavam a limpeza de um tanque que armazenava material orgânico em decomposição. Após inalarem gases decorrentes deste processo, os homens perderam a consciência e caíram no tanque, que possui aproximadamente dois metros quadrados de área e cinco metros de profundidade.

Tanque onde ocorreu o acidente possui cerca de cinco metros de profundidade - Marcos Leandro Marques/Corpo de Bombeiros/Reprodução/ND
Tanque onde ocorreu o acidente possui cerca de cinco metros de profundidade - Marcos Leandro Marques/Corpo de Bombeiros/Reprodução/ND


Segundo o tenente Marcos Leandro Marques, do Corpo de Bombeiros, os trabalhadores realizavam a limpeza semanalmente. Um deles ficava dentro do tanque, enchia um balde com o material em decomposição, e o repassava para o colega acima dele. Após o primeiro inalar gases como metano e sulfato, ele desmaiou e afundou em meio aos restos de peixe. O segundo tentou ajudá-lo, mas também perdeu a consciência e caiu no tanque, o que fez com que um terceiro funcionário tentasse prestar socorro.

A terceira vítima, resgatada a tempo pelos bombeiros, só foi reanimada a caminho do hospital. Ela foi encaminhada inicialmente ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus Passos, em Laguna, mas foi transferida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, durante a tarde. No início da noite, conforme o tenente Marques, já estava estabilizada.

O trabalho de resgate às vítimas durou cerca de três horas. “Demoramos para localizar os dois primeiros trabalhadores a caírem no tanque, pois foi necessário esvaziá-lo por completo”, afirma o tenente. Segundo ele, os bombeiros entraram no espaço utilizando equipamentos de proteção respiratória, o que os funcionários aparentemente não utilizavam durante o acidente.

“A situação foi crítica, pois havia muito óleo no local e não havia atrito o suficiente para colocarmos o equipamento de resgate”, explica. Ainda de acordo com o tenente Marques, a inalação de gases do tipo só deve causar sequelas permanentes se a vítima ficar mais de cinco minutos com a ausência de oxigênio.

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