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Dois juízes catarinenses da equipe de Teori Zavascki são fundamentais na Lava Jato

Márcio Schiefler Fontes e Paulo Marcos de Farias atuam diretamente na operação de combate à corrupção

Felipe Alves
Florianópolis
22/01/2017 às 21H57

Dois catarinenses eram o “braço direito” de Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal) e serão responsáveis por dar continuidade à operação Lava Jato, além do futuro relator. Desde 2014, Márcio Schiefler Fontes atua em Brasília, enquanto Paulo Marcos de Farias passou a integrar o gabinete de Teori em março do ano passado, junto com o juiz federal Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, de Alagoas. Os três juízes instrutores são os que mais conhecem os processos que estavam sob relatoria de Teori e terão papel fundamental na transição do relator da Lava Jato.

Juiz de direito em Santa Catarina, Fontes é responsável pela área criminal da operação, supervisionando inquéritos e ações penais. No fim de 2015, ele ouviu o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em Curitiba, acerca do acordo de delação premiada dentro da Lava Jato. Também juiz de direito, Farias ouviu, em agosto de 2016, no Rio de Janeiro, os depoimentos das testemunhas de acusação em ação penal que investiga o pagamento de propina de US$ 5 milhões para a venda de navios-sonda à Petrobras pelo ex-deputado Eduardo Cunha.

Enquanto Teori estava de férias este mês, Fontes ouviria os 77 executivos da Odebrecht, que poderiam ser homologados pelo ministro para virarem premiados da Justiça em fevereiro. Nas delações, estão 229 políticos brasileiros e seis estrangeiros. Até que um novo ministro relator seja oficializado, o trabalho segue suspenso.

>> Confira o perfil dos juízes catarinenses

Márcio Schiefler Fontes

Juiz de direito, Fontes, 37 anos, é professor da Escola da Magistratura do Estado de Santa Catarina (direito constitucional e direito processual). Foi assessor do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nomeado terceiro secretário da carreira diplomática e professor colaborador de direito processual penal na Univali. Bacharel em direito pela UFSC, em 2003, é egresso da Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina. Especialista em direito processual civil pela UFSC, especialista em direito tributário pela FGV, especialista em gestão do poder judiciário e direito constitucional pela Unisul, especialista em direito previdenciário pela Universidade Anhanguera e especialista em direito militar pela Universidade Gama Filho. É mestre em estudos da tradução pela UFSC.

Paulo Marcos de Farias

Juiz de direito, Farias, 42 anos, era titular da Vara do Tribunal do Júri da comarca da Capital até ser convidado a atuar como juiz instrutor no STF. Magistrado desde 1999, já atuou em função semelhante em 2014, em Brasília, quando atuou junto ao ministro Jorge Mussi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Formou-se em direito pela Furb em 1996 e cursou a a Escola Superior da Magistratura de Santa Catarina em 1997. Desde 1999 atua no judiciário em Santa Catarina. Foi vice-presidente da Associação de Magistrados Catarinenses e já atuou como juiz nos municípios de Itapiranga, São Miguel do Oeste, Chapecó, Joinville e Florianópolis.

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