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Do ônibus aos hospitais: paralisação desta segunda deve afetar serviços em Florianópolis

Municipários e trabalhadores da Comcap poderão aderir às manifestações; coleta de lixo também pode ser afetada

Fábio Bispo
Florianópolis
18/02/2018 às 20H03

A rotina desta segunda-feira (19) promete ser alterada nas principais capitais brasileiras por conta das manifestações contra a votação da Reforma da Previdência (PEC 287/2016). Mesmo diante da possibilidade de adiamento da votação por conta da intervenção federal no Rio de Janeiro — que impede qualquer modificação na Constituição —, as mobilizações de rua e a paralisação de trabalhadores de diversas áreas estão mantidas. Além dos ônibus, também aderiram à paralisação profissionais da saúde e educação do Estado, e bancários.

Florianópolis terá transporte alternativo durante paralisação - Daniel Queiroz/ND
Florianópolis terá transporte alternativo durante paralisação - Daniel Queiroz/ND


Os trabalhadores da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) decidem logo cedo, às 7h, se a categoria também para neste dia de mobilizações. Às 13h é a vez dos servidores municipais se reunirem na praça Tancredo Neves. Apesar de terem na pauta discussões da data-base 2018, os trabalhadores também podem deliberar pela paralisação dos trabalhos contra a Reforma da Previdência.

Na semana passada, consultado se a manifestação seria suspensa caso a Câmara adiasse a votação, Deonísio Linder, diretor do Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Transporte Urbano) disse que a paralisação só seria suspensa ou revista caso o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciasse “arquivamento definitivo da matéria”, segundo afirmou Linder.

O principal serviço afetado deve ser mesmo o transporte público. Segundo informou a categoria, os serviços serão suspensos à meia-noite desta segunda, por 24 horas. A Prefeitura de Florianópolis cobrou a circulação de frota mínima, de 30%, e anunciou aplicação de multa de R$ 120 ao Consórcio Fênix para cada horário que não for cumprido. No entanto, segundo apurou a reportagem, nenhum coletivo deve circular pela cidade durante o período de paralisação.

A Prefeitura de Florianópolis convocou motoristas de vans e de carros de turismo para compor o transporte alternativo autorizado, excepcionalmente, neste dia de paralisações. Os preços cobrados com partida do centro de Florianópolis variam entre R$ 7 e R$ 9.

Arrastão e passeatas no Centro

Chamada pelas centrais sindicais, a paralisação desta segunda-feira prevê uma série de atos na região central da cidade. Segundo informações das centrais, a partir das 9h, diversos movimentos prometem um “arrastão” na região central da cidade para tentar o fechamento do comércio e instituições bancárias. O ponto de concentração será ao lado do Ticen (Terminal de Integração do Centro).

Também deverá haver concentração de trabalhadores próximo aos postos de trabalho. Os profissionais da saúde estarão concentrados na praça do Hemosc, na Agronômica (Hospital Infantil) e em São José, no Hospital Regional.

As 16h os movimentos devem se concentrar na praça Tancredo Neves, de onde devem partir em passeata até a sede do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Professores terão falta registrada

Anunciaram adesão à paralisação os sindicatos dos bancários, dos trabalhadores da saúde do Estado, da educação e do transporte público. Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Públicas de Ensino Superior também convocou trabalhadores para os atos. A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) emitiu nota informando que os alunos aprovados no vestibular que tinham validações marcadas nesta segunda poderão fazer o procedimento na terça.

Já a Secretaria Estadual de Educação informou que a segunda-feira será contada como dia letivo e os professores que não estiverem nos postos de trabalho terão o dia de trabalho descontado. No entanto, segundo o órgão, “eventuais transtornos devido à paralisação do transporte devem ser analisados pela escola, juntamente com a Gerência Regional de Educação a fim de organizar a reposição das aulas e do conteúdo perdido”. A Secretaria da Saúde não se manifestou publicamente sobre como fica o atendimento nas unidades.

Os bancários, que deliberaram estado de greve contra a  Reforma da Previdência, prometem “cruzar os braços” no dia nacional de paralisações, e os serviços também devem ser afetados. Nos demais órgãos públicos, funcionários que dependem do transporte público foram liberados.

A CDL (Câmara de Dirigentes e Lojistas) informou que o comércio abrirá normalmente, mas que não descarta a possibilidade de alguns estabelecimentos negociarem individualmente com os trabalhadores as condições de deslocamento ou até mesmo a liberação do dia de trabalho, principalmente por conta da falta de ônibus na cidade.

O transporte alternativo vai funcionar da seguinte maneira:

Área Continental (R$ 7,00) saída do recuo, em frente o Terminal Rita Maria.

Área Central (R$ 7,00) e Leste da Ilha (R$ 9,00) saída embaixo da passarela, próxima as Casas da Água na Av Paulo Fontes.

Região Norte da Ilha (R$ 9,00) a saída do transporte é em frente o Camelódromo Central na Av Paulo Fontes.

Região do Sul da Ilha (R$ 9,00) a saída será ao lado do Terminal Cidade Florianópolis.

O número de veículos a serem disponibilizados aos usuários vai depender da demanda.

Ao descumprimento dos horários regulares por parte do Consórcio Fênix serão aplicadas sanções previstas na Lei Complementar n 034/99 (art 73 item D 12 - deixar de realizar viagens preestabelecidas para cada linha sem motivo justo). Valor R$ 120,00 por viagem não cumprida).

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