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Dívida de faculdade de Porto Belo chega a R$ 3 milhões

Fapag de Porto Belo terá 49% dos direitos vendidos para quitar salários, encargos e tributos que estão atrasados

Everton Palaoro
Porto Belo
11/07/2018 às 16H49

A direção da Fapag (Faculdade Porto das Águas), em Porto Belo, deve vender 49% do comando da instituição. A medida foi tomada para tentar equilibrar as finanças. A estimativa é que a faculdade deva R$ 3 milhões. Segundo o mantenedor da entidade, Douglas Antunes, ainda não há interessados.
Atualmente, a Fapag tem 159 alunos matriculados em quatro cursos e deve lançar processo seletivo nos próximos dias. A folha salarial da faculdade é de R$ 45 mil e ela opera no vermelho. No último mês, por exemplo, a arrecadação foi de R$ 20 mil.
Segundo Douglas Antunes, haverá uma readequação. O montante da dívida é de salários em atraso, encargos trabalhistas e impostos. Sem certidão negativa, a Fapag não tem nenhum convênio com os governos federal e estadual para concessão de bolsas. Ainda assim, a direção diz que continua com a politíca de incentivos.
Antunes convocou uma coletiva de imprensa para esclarecer alguns episódios recentes da instituição. Há pouco mais de um mês, um dos sócios foi preso devido a problemas judiciais na aquisição de uma faculdade na Bahia. O caso preocupou ainda mais alunos e funcionários, que já enfrentam atraso total ou parcial dos salários desde 2016.
O mantenedor adiantou que haverá mudança de endereço da instituição. “Estamos em negociação para a futura sede. Já conversamos com alguns proprietários de terreno da cidade”, destacou Douglas Antunes.

Sócio foi preso dentro da faculdade

Um dos antigos sócios da Fapag , André Luiz de Ambrósio Pinto, foi preso no dia 15 de maio dentro da universidade. Ele é acusado de estelionato. A ordem de prisão foi do juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca do município de Itamaraju, na Bahia. De acordo com o processo, ele teria se passado por empresário e dono de outras faculdades para comprar o CESESB (Centro de Ensino Superior do Estremo Sul da Bahia). O caso ocorreu em 2007.
Após a prisão a defesa do acusado entrou com um habeas corpus, mas, o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia. O desembarcagor Francisco de Oliveira Bispo manteve o mandado de prisão preventiva. O novo gestor não é réu primário e isso pode ter colaborado para a decisão do magistrado. André foi levado ao Presídio Regional de Tijucas, onde continua detido.
Segundo o mantenedor da Fapag, Douglas Antunes, afirmou que demorou a se posicionar sobre o caso e também em relação as reclamações de acadêmicos devido a não estar no comando da instituição. “A família Pinto era a gestora naquele momento, tanto que o pai dele estava aqui. Só nos posicionamos após consulta com o jurídico”, argumentou. A sociedade com o gestor preso foi desfeita pela falta de pagamentos.

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