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Diego Mezzogiorno, candidato em SC ao Senado pela Rede, apresenta propostas

"Defendo maior apoio às startups, a retomada das ferrovias e a volta do ensino das línguas italiana e alemã nas escolas públicas estaduais", afirmou

Redação ND
Florianópolis
09/09/2018 às 20H13

O candidato ao Senado pela Rede, Diego Mezzogiorno, tem 34 anos e é o mais jovem postulante ao cargo no Brasil nessas eleições. Natural de São José dos Campos e radicado em Santa Catarina, ele apresentou suas propostas em entrevista no BG News, da Record News, nesta quinta-feira (6).

Entre suas principais propostas estão a defesa de um marco legal para as startups - que são empresas em estágio inicial que desenvolvem produtos ou serviços inovadores, com potencial de rápido crescimento, geralmente com base no uso de tecnologias inovadoras, para impulsionar o desenvolvimento econômico no Estado; a retomada das ferrovias como mais um modal de transporte de cargas e de passageiros através de parcerias com empresas internacionais; e a diminuição do custo da política e das mordomias e privilégios para os políticos.

"Queremos mais investimentos em tecnologia e estabelecer uma nova forma de fazer política, realizando plebiscitos sempre que houver algum tema ou medida polêmica no país, como é a questão do aborto, por exemplo", defendeu.

Em relação à reforma tributária, o candidato disse que o Brasil não possui a maior carga tributária do mundo, mas é a mais confusa. "Sou favorável à aplicação do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado), um imposto único sobre mercadorias e serviços", afirmou.

Mezzogiorno afirmou que "fomos criados para não gostar de política", mas que ela é importante e precisamos de educação para extirpar essa forma de fazer política baseada em trocas e favores. "Isso se faz com educação. Somos um estado com DNA  europeu, onde 67% da população descende de italianos. Sou a favor da volta do ensino das línguas alemãs e italiana nas escolas públicas para que tenhamos relações internacionais", defendeu.

Em sua avaliação, a reforma da previdência também é necessária, mas que não deve ser feita prejudicando o "lado mais fraco da corda". "Estamos voltando ao século XIX nas questões trabalhistas porque a lei é feita sob pressão dos lobistas, que defendem os interesses das empresas que financiaram as campanhas dos políticos que estão governando o país".

Ele disse que se candidatou a senador porque não se sente representado pelos políticos da "velha guarda". "Os mesmos políticos que colocaram o país na crise estão nos dizendo que vão nos tirar dela, mas são apenas a velha guarda se apresentando como o novo. Eles não representam a mudança que Santa Catarina e o Brasil precisam", declarou.

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